terça-feira, 29 de novembro de 2011

THE TELEGRAPH ADVERTE: ''PREPARE-SE PARA MOTINS COM COLAPSO DO EURO E DO SISTEMA BANCÁRIO EUROPEU''


Embaixadas britânica na zona do euro tem sido dito para elaborar planos para ajudar os expatriados britânicos através do colapso da moeda única, em meio a novos temores para a Itália e Espanha.
O Tesouro confirmou no início deste mês que o planejamento de contingência para um colapso já está em andamento Foto: BLOOMBERG

Como o governo italiano se esforçou para tomar emprestado e Espanha procuram considerada uma organização internacional bail-out, ministros britânicos privada advertiu que o break-up do euro, uma vez que quase impensável, é agora cada vez mais plausível.
Diplomatas estão se preparando para ajudar os britânicos no exterior através de um colapso do sistema bancário e até mesmo distúrbios decorrentes da crise da dívida.
O Tesouro confirmou no início deste mês que o planejamento de contingência para um colapso já está em andamento.
Um ministro sênior agora revelou a extensão da preocupação do Governo, dizendo que a Inglaterra está planejando agora na base de que um colapso do euro é agora apenas uma questão de tempo.
“É do nosso interesse que continuar a jogar por tempo porque isso nos dá mais tempo para se preparar”, o ministro disse ao Daily Telegraph.
Recente Foreign and Commonwealth Office para instruções de embaixadas e consulados de planejamento de contingência pedido de cenários extremos, incluindo motins e agitação social.
A Grécia tem visto vários focos de desordem civil como seu governo luta com os seus enormes dívidas. Autoridades britânicas pensam cenas semelhantes não pode ser descartada em outras nações, se o colapso do euro.
Diplomatas também foram instruídos a preparar-se para ajudar dezenas de milhares de cidadãos britânicos em países da zona euro com as conseqüências de um colapso financeiro que iria deixá-los incapazes de acessar contas bancárias ou até mesmo retirar o dinheiro.
Dinamizar os temores dos mercados financeiros para o euro, ontem em Madrid relatórios sugeriram que o governo do Partido Popular nova poderia buscar uma bail-out de qualquer fundo de resgate da União Europeia ou do Fundo Monetário Internacional.
Há também temores crescentes para a Itália, cujo novo governo foi forçado a pagar taxas de juro recorde em novos títulos emitidos ontem.
O rendimento dos novos empréstimos de seis meses foi de 6,5 por cento, taxa quase o dobro do mês passado. E o rendimento excepcional de dois anos de empréstimos foi de 7,8 por cento, bem acima do nível considerado insustentável.
Novo governo da Itália terá que vender mais de EURO 30 bilhões de novos títulos até o final de janeiro para refinanciar suas dívidas.Analistas dizem que não há garantia de que os investidores vão comprar todos esses títulos, o que poderia forçar a Itália para o padrão.
O governo italiano disse ontem que, nas conversações com a chanceler alemã Angela Merkel eo presidente francês Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro Mario Monti tinham concordado que um colapso italiano “seria inevitavelmente o fim do euro.”
Os Tratados da UE que criou o euro e definir as suas regras de filiação não contêm qualquer disposição para os membros para sair, ou seja, qualquer rompimento seria desordenada e potencialmente caótica.
Se os governos da zona do euro moratória de suas dívidas, os bancos europeus que mantêm muitos dos seus títulos correria o risco de colapso.
Alguns analistas dizem que as ondas de choque de tal evento haveria o risco de colapso todo o sistema financeiro, deixando os bancos incapazes de devolver o dinheiro aos depositantes de varejo e empresas destruindo dependentes de crédito bancário.
A Autoridade de Serviços Financeiros esta semana emitiu um alerta público para os bancos britânicos para apoiar seus planos de contingência para a dissolução da moeda única.
Alguns economistas acreditam que no pior dos casos, o colapso total do euro pode reduzir PIB em seus Estados-membros até a metade e provocar desemprego em massa.
Analistas do UBS, um banco de investimento no início deste ano advertiu que as conseqüências mais extremas de um break-up incluir os riscos para os direitos de propriedade básica e a ameaça de desordem civil.
“Quando as conseqüências do desemprego são levadas em conta, é praticamente impossível considerar um cenário de break-up, sem sérias conseqüências sociais”, disse o UBS.
ARTIGO TRADUZIDO PELO GOOGLE, ORIGINAL NO LINK A SEGUIR >

domingo, 27 de novembro de 2011

COLPSO DA ITÁLIA SERÁ O FIM DO EURO, DIZEM MERKEL E SARKOZY


Sarkozy e Merkel disseram ontem ao primeiro-ministro italiano que “o colapso” de Itália levará ao fim do euro. 

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmaram “o seu apoio à Itália afirmando-se conscientes que o colapso de Itália levará inevitavelmente ao fim do euro e a uma interrupção do processo de integração europeia com consequências imprevisíveis”, de acordo com um comunicado do governo italiano publicado após um conselho de ministros.
Durante a mini-cimeira que reuniu na quinta-feira os três dirigentes em Estrasburgo (França), Merkel e Sarkozy manifestaram a sua confiança em Monti e no empenho de Itália “no esforço comum destinado a encontrar soluções para a grave crise financeira e económica da zona euro”, acrescentou o governo italiano.
Monti confirmou o objectivo de Itália de atingir o equilíbrio orçamental em 2013 e assegurou que Roma vai aprovar rapidamente medidas destinadas a relançar o crescimento.
As taxas de juro para a Itália continuaram hoje a atingir recordes, um dia depois da reunião de Monti com Merkel e Sarkozy.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PT PEDIRÁ CASSAÇÃO DE BOLSONARO POR INSINUAÇÃO SOBRE DILMA

Na nossa opinião, o Deputado Jair Bolsonaro é a voz de Deus na Câmara Federal porque defende a família e os heterossexuais, aliás, ser heterossexual hoje em dia no Brasil vai acabar virando crime. O PT deveria criar vergonha na cara e começar a defender a família constituída de conformidade com a Sagrada Lei de Deus.
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) causou indignação no PT ao fazer insinuações sobre a opção sexual da presidente Dilma Rousseff
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
MAURICIO TONETTO
O Partido dos Trabalhadores (PT) vai pedir a cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na próxima terça-feira. Em mais uma declaração polêmica sobre o homossexualismo, o parlamentar causou indignação no PT e no governo ao fazer insinuações sobre a opção sexual da presidente Dilma Rousseff (PT). Ontem, na tribuna da Câmara, ele afirmou que o Ministério da Educação (MEC) ainda planeja incluir o combate à homofobia nos currículos escolares e disparou contra Dilma. "Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma".
Confira a trajetória contra o preconceito no Brasil
Politicamente incorretos: veja declarações polêmicas de políticos
"Eu acho que ele feriu o decoro parlamentar. Ele incita ódio aos homossexuais e não segue os ritos do Parlamento. Portanto, nós vamos representá-lo no Conselho de Ética e vamos pedir a cassação dele na próxima terça-feira", informou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder do PT na Câmara. Hoje, ao Terra, Bolsonaro afirmou que não quis ofender e que não se interessa pela opção sexual de Dilma, apenas pela exclusão do chamado kit-gay das escolas.
"Eu não tenho que pedir desculpas para a presidente. Tudo que eu falo é motivo de processo, então eu acho que tenho que ficar quieto em Brasília. Qualquer escorregada minha é motivo para processo, mas eu não vou parar de falar. O dia que eu parar de falar, não fico mais em Brasília", afirmou Bolsonaro, dizendo não temer um processo de cassação.
Domingos Dutra (PT-MA), que ocupava a presidência da sessão, determinou a retirada das declarações das notas taquigráficas atendendo a pedido do deputado Marcon (PT-RS). Caberá agora ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), decidir se o discurso ficará registrado nos documentos da Casa ou será retirado da história oficial da Câmara.
Fonte: Terra

MOSCOU EM MOVIMENTO AGRESSIVO PARA IMPEDIR OUTRA ''INTERVENÇÃO HUMANITÁRIA''


Navios de guerra russos entraram nas águas territoriais da Síria em um movimento agressivo para impedir qualquer ataque da Otan no país sob o pretexto de uma “intervenção humanitária”.
A Rússia intensificou seus esforços para defender a Síria nos últimos dias, com o chanceler Sergei Lavrov ansiosos para enquadrar a violência no país como uma guerra civil em desafio de reclamações por potências ocidentais de que o presidente Bashar al-Assad tem supervisionado uma sangrenta repressão contra manifestantes inocentes .”Navios de guerra russos devem chegar em águas territoriais da Síria, uma agência de notícias síria disse na quinta-feira, indicando que o movimento representou uma mensagem clara para o Ocidente de que Moscou seria resistir a qualquer intervenção estrangeira no conflito civil do país”, relata Haaretz .

Como vimos antes do ataque à Líbia, que também foi enquadrado como uma “intervenção humanitária”, potências da NATO estão ansiosos para demonizar o governo de Assad ao caracterizar os ataques de suas forças como atrocidades, enquanto grande parte ignorando ataques semelhantes por forças de oposição, como o desta semana ataque a um complexo sírio de inteligência da força aérea que mataram ou feriram 20 policiais de segurança.

Estado dos EUA voz do Departamento de Mark Toner rejeita reivindicação da Rússia de que a Síria está em uma guerra civil, afirmando: “Nós acreditamos que é muito o regime de Assad a realização de uma campanha de violência, intimidação e repressão contra os manifestantes inocentes.”
É claro, ouvimos retórica semelhante, mesmo quando NATO-backed Al-Qaeda rebeldes foram comandando jatos de combate e disparando granadas propelidas por foguetes na Líbia, as ações também realizadas por “manifestantes inocentes”, foi-nos dito na época.

Como já relatado anteriormente , apesar das especulações esmagadora de que o Irã será o próximo alvo de um ataque militar, a Síria é o mais provável alvo para o tiro ao lado da NATO-backed mudança de regime.
Presidente dos EUA, Barack Obama recebeu a bola rolar em agosto, quando ele pediu ao presidente al-Assad a renunciar. A ONU já retirou todo o pessoal não-essencial do país.
Sem a ajuda da Rússia, a Síria seria em grande parte defesa contra um ataque da OTAN. “Não vejo qualquer problema puramente militar. A Síria não tem defesa contra os sistemas ocidentais … [Mas] seria mais arriscado do que a Líbia. Seria uma operação militar pesado “, ex-chefe da força aérea francesa Jean Rannou comentou.

Dado que a imprensa ocidental tem se mostrado capazes de fabricação mentira para justificar intervenções militares, se as ações do regime de Assad representam atrocidades genuíno ou conduta legítima em meio a uma guerra civil ainda não está claro. Alguns alegaram os abusos estão sendo embelezado , enquanto ambos os ex- agente da CIA Robert Baer e ex-diretor MI6 Alastair Crooke ponto que o povo sírio definitivamente quero mudar, mas não na forma de uma agressão da NATO “humanitária”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

TERREMOTO NA BOLIVIA É SENTIDO EM DIVERSAS CIDADES DO BRASIL


Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um intenso abalo sísmico que atingiu 6.2 graus de magnitude foi registrado em território boliviano, as 16h48 pelo horário de Brasília.
O violento abalo teve seu hipocentro localizado sob as coordenadas 15.34S e 65.11W, a 533 km de profundidade, a 60 km do sul-Sudoeste de Trinidad. Os primeiros cálculos mostram que a ruptura se deu a 533 km de profundidade.
O violento abalo teve seu hipocentro localizado sob as coordenadas 15.34S e 65.11W, a 533 km de profundidade, a 60 km do sul-Sudoeste de Trinidad. Os primeiros cálculos mostram que a ruptura se deu a 533 km de profundidade.



São Paulo

Observadores do site Painel Global informaram terem sentido o abalo nos bairros do Ipiranga imediações da Av. Paulista e também em algumas regiões do ABC. Na Vila mariana, o sismômetro do Apolo11 registrou o abalo (ver abaixo):





Energia

Apesar da grande intensidade do abalo, a profundidade em que ocorreu o evento favorece a dissipação da energia antes de chegar à superfície.

Um terremoto de 6.2 graus de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 29925 toneladas de TNT.

Importante: Esta notícia pode sofrer alterações ao longo do dia


domingo, 20 de novembro de 2011

ESPANHA E ITÁLIA ESTÃO MUITO PERTO DO CALOTE

Espanha e Itália estão muito perto do calote que será catastrófico para o mundo afirma Citigroup – Europa tem semanas ou dias para evitar um ‘default’ de Espanha ou de Itália
Economista-chefe do Citigroup diz que se a UE e o BCE não agirem Espanha e Itália podem estar muito perto do incumprimento.
A Europa tem semanas ou dias para evitar um ‘default’ de Espanha ou de Itália se o BCE não intervir e comprar dívida no mercado secundário, afirmou hoje Willem Buiter, economista chefe do Citigroup.
“O tempo esgota-se rapidamente”, assegurou Buiter em declarações à Bloomberg Television. “Penso que temos uns meses – ou mesmo semanas ou dias – antes que tenhamos um risco importante de ‘default’ desnecessário em países com Espanha ou Itália”, afirmou.
“Isso seria uma catástrofe financeira que arrastaria o sistema financeiro europeu e norte-americano com ele. Por isso têm que agir agora” insistiu.
Para Buiter, se não se aumentar o tamanho do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o BCE é o único canal para ajudar na zona euro.
“Podem ter que tapar o nariz enquanto o fazem, mas se não o fizerem é o fim da zona euro”, disse, recordando que o BCE não pode emprestar dinheiro directamente aos governos ou comprar no mercado primário, explicou que “não há qualquer restrição em comprar qualquer quantidade de dívida soberana em qualquer momento no mercado secundário”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

IMAGEM DE SATÉLITE MOSTRA MANCHA DE PETRÓLEO NO LITORAL DO RIO DE JANEIRO

Imagem de satélite vazamento Bacia de Campos
Imagem captada pelo satélite de sensoriamento remoto Aqua no dia 12 de novembro mostra a grande extensão da mancha de óleo que desde o dia 10 vem vazando por uma rachadura no leito do oceano Atlântico, na altura do Rio de Janeiro. Cálculos mostram que estão vazando quase 4 mil barris por dia.

Segundo a companhia norte-americana Chevron, responsável pela operação da plataforma, o volume de óleo na superfície do mar é de cerca de 65 barris, 10 vezes menos que a estimativa anterior quando foi informado que a quantidade era de 400 a 650 barris. No entanto, esses números são contestados pela ONG SkyTruth, que afirma que o volume é muito maior que anunciado.
“Assumindo que o vazamento teve início em 8 de novembro, acreditamos a taxa de vazamento é de 3.738 barris por dia, ou 594 mil litros. Isso é quase 10 vezes mais que os dados calculados pela Chevron", publicou a ONG em seu blog.
Para chegar a esse número a entidade utilizou as imagens do satélite AQUA, concluindo que a área do vazamento é de 2.379 quilômetros quadrados. Considerando a menor espessura possível do óleo cru, um mícron, a SkyTruth conclui que o poço no Campo Frade, na região da Bacia de Campos já despejou ao mar cerca de 15 mil barris de petróleo.
O óleo está vazando por uma rachadura de cerca de 300 m de extensão, localizada a 1200 m de profundidade e a 130 m do poço de perfuração.

Categoria Máxima
Em comunicado oficial, a Agência Nacional do Petróleo, ANP, informou que a cimentação da rachadura teve início na quarta-feira. Na nota, a ANP disse que a Chevron colocou um tampão de cimento que deve secar é aproximadamente m 20 horas. Ainda de acordo com a entidade, imagens feitas com veículos robóticos mostram que houve redução do vazamento.
John Amos, presidente da SkyTruth, lembrou que para os padrões norte-americanos qualquer vazamento maior que100 mil galões é considerado de categoria máxima. Se os cálculos da SkyTruth estiverem corretos, o derramamento atual já atingiu 628 mil galões.
“Embora o vazamento não seja uma recorde, a situação na Bacia de Campos é muito séria. Apesar de ser bem menor do que o vazamento do Golfo do México em 2010, não dá para chamá-lo de insignificante. Mesmo assim, estou muito esperançoso já que aparentemente o duto não foi avariado”, disse Amos.

Causas
Ao que tudo indica, a rachadura no leito submarino ocorreu durante uma operação de perfuração, quando um aumento de pressão em algum ponto causou uma fissura na rocha, liberando o petróleo.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor da ANP, Florival Carvalho, explicou que abandono do poço será feito em etapas, sendo que em primeiro lugar será empregada lama pesada para estancar o poço. Em seguida, será usado cimento para vedar definitivamente o local. Segundo o cronograma, o vazamento deverá ser controlado nos próximos dias.

Foto: Mancha de óleo detectada pelo satélite de sensoriamento remoto Aqua no dia 12 de novembro mostra a mancha de óleo cru na região da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Crédito: Nasa/Modis, Everton dos Santos/PainelGlobal.com.br .

 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Em tratamento contra câncer, Lula raspa cabelo e barba


Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

''Eu não sei o que dizer, só desejo que ele sare, votei nele 5 vezes''.
''LULA, O Cara''.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ISRAEL ESTÁ PERTO DE ATACAR O IRÃ

 Militares, políticos e analistas se manifestam contra suposto plano.
Para ex-ministro, ataque de Israel ao Irã seria ‘altamente perigoso’.
Premiê israelense Netanyahu com o ministro da Defesa Ehud Barak. (Foto: Getty Images)
Especulações sobre um possível ataque de Israel ao Irã provocaram uma onda de duras críticas e alertas no país contra a eventual medida.
O assunto tem tido grande destaque na mídia local, em particular depois de uma reportagem no jornal israelense Yediot Ahronot, assinada porum dos mais respeitados jornalistas do país, ter dito que o premiê, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, têm um plano para atacar as instalações nucleares do Irã.
Vários políticos, analistas e militares se manifestaram contrários ao plano. Segundo a imprensa, todos os chefes das forças de segurança do país, entre eles o chefe do Estado Maior, general Benny Gantz, e o chefe do Mossad, Tamir Pardo, também são contra um ataque ao Irã.
O ministro do Interior, Eli Ishai, que se opõe ao plano, disse que ‘não consegue dormir’ por causa da possibilidade de Israel atacar o Irã. A declaração de Ishai foi vista como um sinal de que o plano existe, pois o ministro faz parte do gabinete de segurança do governo.
O ex-ministro da Defesa Binyamin Ben Eliezer disse à radio estatal de Israel que um ataque ao Irã “não seria menos perigoso do que a própria ameaça iraniana” e rejeitou veementemente qualquer plano nesse sentido
Em entrevista à radio estatal de Israel, Eliezer condenou o plano e disse que espera que a “razão vigore”.
Tzipi Livni, líder do partido de oposição Kadima, disse em uma reunião do Parlamento nesta semana que “Netanyahu deve ouvir os conselhos dos chefes das forças de segurança (contra o ataque)”.
Sem apoio
Analistas dizem que o plano poderia der executado “depois de Shalit e antes do inverno”, em referência ao alto nível de aceitação popular de Netanyahu após a libertação do soldado israelense Gilad Shalit e ao fato de que o Exército prefere não realizar operações militares durante o período das chuvas do inverno, entre dezembro e fevereiro.
Netanyahu e Barak não confirmaram nem descartaram a decisão, mas seus últimos pronunciamentos deixaram margem para interpretações que geram preocupação em Israel.
Em uma declaração na terça-feira, Ehud Barak afirmou que Israel “é o país mais forte do Oriente Médio, desde Tripoli até Teerã, e pode vir a enfrentar situações em que terá que defender seus interesses sem o apoio de forças regionais ou de outras forças”.
Segundo Ben Eliezer, um ataque de Israel ao Irã sem a concordância dos Estados Unidos e em uma situação de isolamento diplomático, seria “altamente perigoso” para Israel.
O governo americano enviou vários emissários a Israel para deixar claro que se opõe a um plano de ataque ao Irã.
De acordo com Netanyahu, o programa nuclear iraniano representa uma ameaça “pesada e direta” contra Israel.
O premiê israelense também já afirmou em diversas ocasiões que o significado de uma bomba atômica em poder do Irã seria de um ‘segundo Holocausto’.
Sanções
De acordo com analistas militares, um bombardeio da Força Aérea israelense às instalações nucleares do Irã não poderá destruir o projeto nuclear do país, pois os alvos são numerosos e estão dispersos por todo o território iraniano, alguns deles enterrados profundamente em locais subterrâneos.
Eles afirmam ainda que se Israel bombardear o Irã, milhares de civis israelenses poderão morrer em consequência de um contra-ataque de mísseis iranianos, que seriam disparados principalmente contra a cidade de Tel Aviv.
Um ataque ao Irã, segundo as análises, também teria um amplo impacto em todo o Oriente Médio e afetaria a economia mundial.
O ministério das Relações Exteriores de Israel iniciou uma campanha exortando a comunidade internacional a endurecer as sanções ao Irã.
De acordo com o ministério, “as chances de frear o programa nuclear iraniano apenas com medidas diplomáticas estão se reduzindo”.
Israel sugere a proibição de qualquer transação com o Banco Central do Irã, o boicote ao petróleo bruto do país e sanções contra suas empresas aéreas e marítimas.
No dia 8 de novembro, a Agência Internacional de Energia Atômica deveria publicar um relatório com novas informações sobre o programa nuclear iraniano.
FONTE-G1

UE À BEIRA DO PRECIPÍCIO ECONOMICO

Desligue o player da radio do blog e assista ao vídeo:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

COMUNIDADE EUROPÉIA COMPRA TEMPO ATÉ A PRÓXIMA RODADA DE PÂNICO

Mailson da Nóbrega* (foto), colaborador do Radar Econômico, chama atenção para uma análise da revista “The Economist” segundo a qual o acordo entre líderes europeus e bancos para perdoar metade da dívida da Grécia, “na melhor das hipóteses, compra tempo para a próxima rodada de pânico”.

Leia abaixo comentário de Mailson:

“Eram 4 da manhã em Bruxelas na quinta-feira (27), diz a revista ‘The Economist‘, quando se soube finalmente que os líderes europeus haviam chegado ao ‘amplo acordo’ para salvar o euro. Ao contrário da reação dos mercados, que comemoraram o acordo, a revista não é tão otimista. Ainda tem muita água a rolar, sugere, antes que tudo se resolva e o euro possa ser considerado definitivamente salvo. Para se ter uma ideia do que foi acordado, a ‘Economist’ cita declarações de diplomatas que participaram da reunião. ‘Cremos que chegamos a um acordo, mas não estamos certo do que significa’, disse um dos negociadores.
Os líderes se esforçaram por entender a complexa engenharia financeira que eles estavam sendo solicitados a aprovar. O objetivo, diz a revista, “seria transformar seu inadequado estilingue financeiro na  bazuca” que o mundo pedia que eles armassem. Mas, ‘na madrugada de 27 de outubro, eles orgulhosamente anunciaram um amplo conjunto de medidas adicionais que refletem nossa forte determinação de fazer o que for necessário para vencer as atuais dificuldades’.
A revista reconhece que ‘o resultado foi melhor do que muitos esperavam’. Uma semana antes, o encontro parecia condenado, ‘com Angela Merkel, a chanceler alemã, rejeitando a pressão de Nicolas Sarkozy, o presidente francês, para reforçar o fundo de salvamento da zona do euro, permitindo que o Banco Central Europeu (BCE) lhe fizesse empréstimos’. Mesmo assim, pergunta a ‘Economist’, o acordo é bom? Afinal, esta foi a terceira ‘ampla solução’ preparada este ano pela zona do euro. A revista não está certa disso. ‘Na melhor das hipóteses, o acordo compra tempo para a próxima rodada de pânico.’
A boa notícia, prossegue, ‘é que a zona do euro despertou da mentira segundo a qual a Grécia poderia um dia pagar sua dívida’. Uma avaliação feita recentemente pela ‘troica’ (BCE, FMI e Comissão Europeia) mostrou que as medidas de austeridade ‘empurraram a Grécia para uma recessão maior do que a esperada’. Este ano, espera-se que o PIB encolha 5,5% e o país não voltará a crescer antes de 2013. Além disso, as reformas destinadas a promover o crescimento estão sendo implementadas muito lentamente, ao tempo em que as projeções para a economia europeia têm piorado, tornando mais difícil a situação grega. ‘Em consequência, o relatório constatou que sua dívida pública poderia atingir o pico de 186% do PIB em 2013, em lugar dos 160% previstos há apenas três meses, mesmo com o desconto de 21% concedido pelos credores privados’.
No final das negociações desta quinta-feira, os credores concordaram em ampliar o desconto para 50%. O acordo com os bancos é tido como ‘voluntário’, mas não é certo que isso vai ser aceito pela Associação Internacional de Swaps e Derivativos. Caso contrário, o acordo seria considerado um ‘evento de crédito’, disparando a necessidade de cumprimento das obrigações de pagamento contidas nos derivativos que garantem a cobertura das respectivas dívidas. Esses derivativos são uma espécie de seguro contra o calote. Os governos e o BCE estão determinados a evitar que se configure esse ‘evento de crédito’, temendo que isso provoque uma catástrofe financeira semelhante à da quebra do banco Lehman Brothers em 2008.
Mesmo que a zona do euro consiga evitar essa catástrofe, isso seria uma vitória de Pirro, afirma a revista. De fato, se os investidores perceberem a saída como artificial, tenderão a demandar prêmios maiores para comprar títulos europeus. ‘Assim, perversamente, ao livrar os derivativos da Grécia do evento isso poderia aumentar o custo de outros países’. ‘O perigo de contágio continua. Se os detentores de títulos gregos podem incorrer em perdas em relação a papéis que antes consideram seguros, o que pensarão os que investiram em títulos italianos e espanhóis?’ O canal óbvio, diz a revista, seria o sistema bancário. ‘Daí por que os 27 membros da União Europeia – de dentro e de fora da Zona do Euro – concordaram em forçar seus bancos a elevar seu capital e assim reduzir o risco de colapso’.
Um grande erro do plano, diz a ‘Economist’, é o calendário de eventos. ‘Os bancos terão quase nove meses para alcançar os novos níveis de capitalização, ostensivamente permitindo que eles levantem capital por si mesmos, mediante redução de dividendos e bônus, e venda de ações. Ocorre que poucos investidores desejam comprar essas ações, mesmo que estejam baratas, dado o risco percebido de uma série de calotes na Europa. O risco é de os bancos tenderem a reduzir os seus empréstimos e não aumentarem o capital.’
O artigo da ‘Economist’ lista outros problemas não resolvidos e mostra que está de acordo com a ideia de Sarkozy, de permitir que o BCE compre papéis públicos. Os países da zona do euro não teriam as condições financeiras para continuar salvando países em dificuldades, até porque a Itália pode ser o próximo.
Sua conclusão é de que as novas armas para enfrentar a situação vieram com um preço político: ‘O monitoramento mais estreito dos orçamentos e das políticas econômicas nacionais, particularmente nos países necessitados de maior ajuda’.
Em resumo, a visão da ‘Economist’ é a de que os europeus podem ter pulado uma grande fogueira, mas a solução final ainda pode passar por momentos de dificuldades e pânico. Mesmo assim, acredito, os mercados têm razão em respirar aliviados.”
* Mailson da Nóbrega foi ministro da Fazenda (1988 a 1990) e hoje é sócio da Tendências Consultoria Integrada e membro de conselhos de administração de empresas no Brasil e no exterior. Ele colabora com o Radar Econômico comentando artigos e reportagens relevantes da imprensa internacional.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CRISE NA EUROPA PODE ATINGIR BRASIL E DEMAIS PAÍSES EMERGENTES

Bronca do Ministro Guido Mantega na Comunidade Européia

Brasília, 8 nov (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alertou nesta terça-feira que a crise já bate à porta dos países emergentes e reiterou que a Europa deve resolver com mais rapidez os problemas da Grécia e Itália, pois de outro modo “será pior”.

Na opinião de Mantega, os países europeus continuam trabalhando tardiamente, estão atrasados em relação às necessidades e aos fatos e estão deixando que as coisas se degenerem ao não adotarem alternativas concretas para solucionar a crise financeira.

Em declarações a jornalistas, o ministro considerou que “só agora (a Europa) está resolvendo os problemas da Grécia e já enfrenta o problema da Itália”, onde as dificuldades financeiras pressionam o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Mantega explicou que na última Cúpula do G20, realizada na semana passada em Cannes, os Estados Unidos, os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e todo o mundo pressionaram, mas os europeus têm seus problemas políticos para resolver.

O ministro reiterou que o Brasil e outros Brics estavam e continuam dispostos a colaborar com a resolução da crise mediante contribuições ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas esclareceu que isso dependerá de os europeus cumprirem seus compromissos.

Nesse sentido, avaliou que os países da União Europeia (UE) deveriam “organizar o fundo (de resgate) europeu, utilizar mais o Banco Central Europeu, que não está sendo usado como poderia, e resolver o problema da Grécia”.

No entanto, apontou que “isso não se concretizou” e, por isso, a oferta dos Brics permanece em suspenso.

Além disso, esclareceu que os recursos que seriam fornecidos por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não seriam somente para os membros da UE, mas “para todos os países que fazem parte do FMI e possam necessitar de recursos em caso de um agravamento da crise”, o que em sua opinião está perto.

“Hoje já vemos uma saída de capitais de alguns dos países emergentes”, disse, sem detalhar nenhum deles, e alertou que essas economias, que em uma boa medida sustentam atualmente o movimento econômico mundial, “poderiam precisar do FMI”.

Segundo Mantega, o grande problema é que “a confiança (na Europa) não pôde ser restituída”, pois “a crise não está sendo resolvida satisfatoriamente” e, pelo contrário, “está um pouco pior”.

O ministro brasileiro advertiu que, no caso da Itália, embora se trate de um país “mais sólido” do que a Grécia, “os mercados funcionam com base na expectativa e na desconfiança”, razão pela qual a situação pode se agravar ainda mais nos próximos dias.

“Todos temos que nos preocupar com isso, porque se esta crise chegar a afetar os países emergentes, a situação internacional será pior”, afirmou.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

NASA CONFIRMA APROXIMAÇÃO DE ASTEROIDE NO DIA 8 DE NOVEMBRO DE 2011

Nasa confirma aproximação de asteroide de 400 metros em novembro
(O Grifo é meu:''As pedras descritas no Apocalipse começam a chegar, este aí precede a estrela de Absinto descrita em Apocalipse Capitulo 8:11'')
Que Deus tenha misericórdia de nós!


A agência espacial americana, NASA, confirmou que um grande asteroide potencialmente perigoso deverá cruzar o espaço entre a Terra e a Lua no início do mês de novembro. Segundo a agência, a aproximação não apresenta risco de colisão com nosso planeta, mas permitirá aos pesquisadores estudarem com mais detalhes a composição do objeto.

Batizada 2005 YU55, a rocha tem cerca de 400 metros de comprimento e foi descoberta no ano de 2005 pelo programa Spacewatch, da Universidade do Arizona. No momento, o asteroide está localizado a 183 milhões de quilômetros da Terra e quando atingir a máxima aproximação deverá chegar a menos de 325 mil quilômetros, distância inferior aos 384 mil quilômetros que separam a Terra da Lua.

No entender da cientista Barbara Wilson, ligada ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, não é incomum que asteroides passem perto da Terra, alguns até mais próximos ainda. O que diferencia 2005 YU55 dos demais é seu tamanho. "Nas outras ocasiões em que grandes asteroides passaram tão perto não tínhamos tecnologia e conhecimento para tirar algum proveito do evento. Agora, com mais recursos, a aproximação será uma grande oportunidade para que os instrumentos em terra possam acompanhar e coletar grandes quantidades de dados", disse Wilson.

Quando

Segundo os últimos cálculos publicados pelo laboratório de Dinâmica do Sistema Solar da Nasa, SSD, 2005 YU55 deverá atingir o ponto de maior aproximação da Terra a 325 mil km de distância no dia 8 de novembro de 2011 às 23h28 UTC (20h28 pelo Horário Oficial de Brasília e 21h28 pelo Horário de Verão), cruzando o espaço a 13 km/s. No dia seguinte a rocha se aproxima da Lua e às 07h14 UTC atinge apenas 238 mil km de distância do nosso satélite.

Em 19 de abril de 2011 a rocha foi acompanhada "de perto" pelo radiotelescópio de Arecibo, instalado em Porto Rico. Nesta ocasião os cientistas puderam fazer as primeiras imagens do visitante, quando o asteroide estava a 2.3 milhões de quilômetros de distância. No entanto, devido à resolução de apenas 7.5 metros por pixel, as imagens não apresentam grandes detalhes.

"Quando 2005 YU55 retornar em novembro, esperamos obter imagens de 4 metros por pixel de resolução, que serão feitas com auxílio da antena da Rede do Espaço Profundo (Deep Space Network), instalada na Califórnia", disse o radioastrônomo Lance Benner, do JPL. "O asteroide estará sete veze mais perto e as imagens de radar deverão fornecer muito mais detalhes", completou.

Antes dele

Antes da aproximação de novembro, outro asteroide deverá se aproximar bastante da Terra. Trata-se de 2009 BD, uma rocha de 10 metros de comprimento que chegará a apenas 345 mil km de distância no dia 2 de junho. Da mesma forma que 2005 YU55, a aproximação não apresenta risco de colisão, mas a simples presença de asteroides nas vizinhanças da Terra mostra que a localização de rochas potencialmente perigosas deve ser tratada com bastante seriedade pelos governos dos países que detêm melhores tecnologias.

Artes: No topo, imagem do asteroide 2005 YU55 feita pelo radiotelescópio de Arecibo em 19 de abril de 2011, quando o objeto estaca a 2.3 milhões de quilômetros de distância. Na sequência, animação da aproximação do asteroide no dia 8 de novembro de 2011. Crédito: Nasa/SSD/Arecibo Observatory/Michael Nolan/JPL-Caltech/Apolo11.com.

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?titulo=Nasa_confirma_aproximacao_de_asteroide_de_400_metros_em_novembro&posic=dat_20110504-111934.inc

domingo, 6 de novembro de 2011

RICARDO BOECHAT ZOMBA DA VOLTA DE JESUS DESCRITA NA BÍBLIA SAGRADA

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REDE ELÉTRICA INTELIGENTE


Introdução

De acordo com o Conselho Governante do Programa as Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), “nosso modelo econômico dominante pode ser chamado de ‘economia marrom’”. O objetivo claramente declarado do PNUMA é desfazer a “economia marrom” e substituí-la por uma “economia verde”:
“Uma economia verde implica o desacoplamento entre o uso dos recursos e os impactos ambientais do crescimento econômico… Esses investimentos, tanto públicos quanto privados, fornecem o mecanismo para a reconfiguração das empresas, da infraestrutura e das instituições e a adoção de processos de consumo e de produção sustentáveis.” [pág. 2].
Consumo sustentável? Reconfiguração das empresas, da infraestrutura e das instituições? O que estas palavras significam? Elas não significam meras realocações na ordem existente, mas ao contrário, a substituição dessa ordem por um sistema econômico totalmente novo, um sistema que nunca antes foi visto ou usado na história da humanidade.
Este ensaio demonstrará que a crise atual do capitalismo está sendo usada para implementar um sistema econômico radical novo que o suplantará completamente. Esta não é alguma nova ideia criada nos gabinetes da ONU; é uma implementação revitalizada da tecnocracia que foi repudiada em 1933, durante a Grande Depressão.
Os tecnocratas voltaram à tona e não desejam fracassar novamente. Se eles serão bem-sucedidos ou não desta vez é algo que depende dos servos visados pela tecnocracia, os cidadãos do mundo.
De fato, o cavalo preto da Nova Ordem Mundial não é o comunismo, o socialismo ou o fascismo. É a tecnocracia.

O Pano de Fundo

Criada por Howard Scott e M. King Hubbert em 1932, durante a Grande Depressão, a tecnocracia propõe uma nova solução radical para os problemas econômicos mundiais. Em 1932, Harry. A. Porter escreveu emRoosevelt and Technocracy:
“Exatamente como a Reforma estabeleceu a liberdade religiosa, exatamente como a Declaração de Independência trouxe a liberdade política, a tecnocracia promete liberdade econômica.” [Prefácio, iii].
O plano de Porter incluía o abandono do padrão ouro, a suspensão da Bolsa de Valores e a estatização das estradas de ferro e das empresas de fornecimento de serviços como água, eletricidade, telefonia, etc. Porter depois propôs que o presidente eleito Franklin D. Roosevelt fosse empossado como ditador e não como presidente, para que pudesse derrubar o sistema econômico existente em favor da tecnocracia.
“Embora estas mudanças na ordem presente das coisas possam ser drásticas, elas servirão ao seu propósito de aplanar o terreno para a revolução econômica e para a tecnocracia.” (pág. 63).
Se a tecnocracia tivesse realmente sido extinguida antes do início da Segunda Guerra Mundial, não estaríamos preocupados com ela hoje. Entretanto, quando Zbigniew Brzezinski escreveu Between Two Ages: America’s Role in the Technotronic Era, em 1968, o livro foi essencialmente um tratado neotecnocrático que propunha um quarto e final estágio da história mundial — a Era Tecnotrônica.
Quando David Rockefeller escolheu Brzezinski como co-fundador da Comissão Trilateral, em 1972, foi com o objetivo específico de criar uma “Nova Ordem Econômica Internacional”. Sem um conhecimento da Tecnocracia histórica, não era possível compreender exatamente o que a Comissão Trilateral tinha em mente com esse objetivo.
Hoje, é necessário repensar essas questões de modo a determinar três coisas: 1) Se esse movimento radical ainda está em operação; 2) Quais são seus objetivos e 3) Como eles planejam alcançar seus objetivos.
Em Créditos de Carbono: Um Novo Início Para a Tecnocracia?, o assunto da tecnocracia histórica foi apresentado no contexto de criar um novo sistema econômico baseado na quantidade da energia, em vez de na contabilidade dos preços. Um sistema contábil baseado em energia usa “certificados de energia”, ou Créditos de Carbono, em vez de dólares ou outras moedas fiduciárias. Alocações periódicas e iguais da energia disponível são feitas para os cidadãos, mas precisam ser usadas dentro do período de tempo definido e antes que ultrapassem a data de validade. Além disso, as capacidades de possuir propriedade privada e de acumular riqueza seriam consideradas desnecessárias.
A questão premente e não-respondida é como esse sistema tecnocrático poderia ser implementado na prática?
Este ensaio tratará agora da estratégia, dos requisitos táticos e dos progressos para estabelecer um “tecnato” basedo em energia. (Tecnato é o termo usado para descrever a região geográfica sob a qual opera uma sociedade tecnocrática. Assim, o Tecnato da América do Norte incluiria o Canadá, o México e os EUA, todos sob um mesmo controle comum.)

Requisitos

O livro Technocracy Study Course, escrito por Howard Scott e M. King Hubbert, em 1932, estabeleceu uma estrutura detalhada para a tecnocracia em termos de produção, distribuição e uso da energia. De acordo com Scott e Hubbert, a distribuição dos recursos energéticos precisa ser monitorada e mensurada para que o sistema funcione — e esta é a chave: monitoração e medição:
Eles escreveram que o sistema precisa fazer as seguintes coisas:
  1. Registrar continuamente, 24 horas por dia, a conversão total líquida da energia.
  2. Com o registro da energia convertida e consumida, possibilitar o balanceamento da carga.
  3. Fornecer um relatório contínuo de toda a produção e consumo.
  4. Fornecer um registro específico do tipo, classe, etc. de todos os produtos e serviços, onde são produzidos e onde são usados.
  5. Fornecer um registro específico do consumo de cada indivíduo, mais um registro e descrição do indivíduo.” [Scott, Hubbert et. al., Technocracy Study Course, pág. 232].
Em 1932, esta tecnologia não existia. Entretanto, o tempo ficou do lado dos tecnocratas, pois a tecnologia existe agora e está sendo implementada rapidamente para fazer tudo aquilo que Scott e Hubbert especificaram: monitorar minuciosamente, medir e controlar cada quilowatt de energia fornecida aos consumidores e às empresas e isto em uma escala abrangente — em todo o sistema.
O nome desta tecnologia é Rede Elétrica Inteligente. 

O Que É a Rede Elétrica Inteligente?

Rede Elétrica Inteligente é um termo técnico bem amplo que engloba a geração, distribuição e consumo da energia elétrica, com a possibilidade de incluir também o gás e a água. A envelhecida rede elétrica que existe hoje está cada vez mais frágil e ineficiente. A Rede Inteligente é uma iniciativa que procura redesenhar completamente a rede elétrica usando tecnologia digital avançada, incluindo a instalação de medidores digitais inteligentes em cada residência e em cada empresa em todo o país.
Esses medidores digitais inteligentes possibilitam a monitoração constante do consumo de energia usando uma comunicação bidirecional constante entre a companhia que fornece a energia elétrica e a residência/empresa do consumidor. Além disso, os medidores poderão se comunicar com os equipamentos elétricos dentro da residência para coletar dados de consumo e até controlar certos aparelhos sem a intervenção do consumidor.
De acordo com uma publicação do Departamento de Energia dos EUA: 
“O Departamento de Energia foi encarregado de orquestrar a modernização geral da rede elétrica de todo o país… Liderando esse esforço está a Secretaria de Fornecimento de Eletricidade e Confiabilidade da Energia. Além da pesquisa de ponta e dos programas de política de energia, o recém-formado Grupo de Trabalho Sobre as Redes Inteligentes é responsável por coordenar o desenvolvimento de padrões, orientar a pesquisa e os projetos de desenvolvimento, e conciliar as agendas de um amplo número de participantes.” [Veja The Smart Grid: An Introduction.].
Esta iniciativa é relativamente nova, porém está avançando depressa e alcançará velocidade máxima em breve. A Secretaria Para Fornecimento da Energia foi criada em 2003 durante o governo do presidente George W. Bush e foi elevada em estatura em 2007, usando o cargo do Secretário Assistente do Fornecimento da Eletricidade e Confiabilidade Energética para chefiá-la.
Não está claramente definido quem “encarregou” o Departamento de Energia com esta tarefa, mas como a Secretaria da Energia responde diretamente ao presidente, podemos assumir que foi uma diretiva presidencial. Certamente, não foi uma diretiva do Congresso.

Implementação

Em 27 de outubro de 2009, o governo Obama revelou seu plano para a Rede Elétrica Inteligente e alocou 3,4 bilhões de dólares para 100 projetos de rede inteligente. De acordo com o comunicado à imprensa emitido pelo Departamento de Energia, essa verba resultará na instalação de:
  • Mais de 850 sensores chamados de “Unidades de Medição Phasor” para monitorar a rede de energia elétrica em todo o país
  • 200 mil transformadores inteligentes
  • 700 subestações automatizadas (cerca de 5% do total existente no país)
  • Um milhão de mostradores nas residências
  • 345 mil dispositivos de controle da carga nas residências.
Este é o “pontapé inicial” da Rede Inteligente nos EUA. Em 8 de janeiro de 2010, o presidente Obama anunciou um programa de financiamento de 2,3 bilhões de dólares adicionais para o “setor de produção de energia” como parte do programa de 787 bilhões de dólares conhecido como Plano de Recuperação e Reinvestimento. O financiamento já foi concedido para 183 projetos, em 43 estados, restando apenas o anúncio de Obama.
Um desses projetos no noroeste é chefiado pelo Instituto Memorial Battelle, cobre cinco estados e alcança 600 mil consumidores. O projeto foi realmente desenvolvido pela Bonneville Power Administration (BPA), uma agência federal controlada pelo Departamento de Energia. Como é ilegal para uma agência federal se candidatar para receber fundos federais, a BPA passou o projeto para o Instituto Battelle, uma organização não-lucrativa e não-governamental (ONG), que prontamente recebeu 178 milhões de dólares.
É interessante observar que a BPA recebeu crédito para originar o conceito da Rede Elétrica Inteligente no início dos anos 1990, que era chamada de “Rede de Energia”. Você pode ver na ilustração gráfica da BPA que ela abrange desde a produção até o consumo.
De acordo com o comunicado à imprensa da Battelle, de 27 de agosto de 2009:
“O projeto envolverá mais de 60.000 clientes nos estados de Idaho, Montana, Oregon, Washington e Wyoming. Usando tecnologias de rede elétrica inteligente, o projeto envolverá ativos do sistema que excedem 112 megawatts, o equivalente à energia para atender a 86.000 residências.”
“A demonstração proposta estudará os benefícios da rede elétrica inteligente em uma extensão geográfica que envolve cinco estados, englobando o sistema elétrico desde a geração até o usuário final e contendo muitas funções-chave da futura rede elétrica inteligente’, disse Mike Davis, um vice-presidente do Battelle. ‘O impacto visado desse projeto irá muito além dos limites territoriais tradicionais da concessionária de serviços, ajudando a criar uma rede futura que atenda às prementes necessidades locais, regionais e nacionais.’”
O Instituto Battelle e a BPA pretendem trabalhar de perto um com o outro e há uma óbvia confusão sobre quem realmente estará no controle da administração do projeto durante o período de teste.
Em um documento “Somente Para Uso Interno” redigido em agosto de 2009, a BPA apresenta pontos de discussão para seus parceiros. Ela diz que “a tecnologia da Rede Elétrica Inteligente inclui de tudo, desdeaparelhos elétricos interativos nos lares, até medidores inteligentes, automação das subestações e sensores nas linhas de transmissão.” [Ênfase adicionada.].

Uma Rede de Coisas

O que a Teia de Alcance Mundial (WWW, de World Wide Web) é para as pessoas, assim a Rede de Coisas (NOT, de Network of Things) será para os aparelhos domésticos. Essa novíssima tecnologia cria uma rede sem fio entre uma ampla variedade de objetos inanimados, desde sapatos até geladeiras. Esse conceito poderá ser usado para a implementação da Rede Elétrica Inteligente, pois os aparelhos domésticos, medidores e subestações são todos itens inanimados que os tecnocratas farão se comunicar uns com os outros.
Por exemplo, em 2008, o Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste (PNNL) desenvolveu uma pequena placa de circuito chamada Controlador “Grid Friendly Appliance”. De acordo com um livreto do Departamento de Energia:
“O Controlador GFA desenvolvido pelo Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste é uma pequena placa de circuito instalada dentro dos aparelhos domésticos, como geladeiras e máquinas de lavar, que reduz o estresse sobre a rede elétrica monitorando continuamente as flutuações na energia disponível. Durante os horários de alta demanda, os aparelhos equipados com o controlador automaticamente se desligam por um curto período de tempo, resultando em uma redução cumulativa que pode manter a estabilidade na rede elétrica.”
De acordo com o sítio do PNNL na Internet: 
“O controlador é essencialmente um circuito integrado de computador que pode ser instalado em aparelhos domésticos normais, como lavadoras de louça, máquinas de lavar roupa, secadoras, geladeiras, aparelhos de ar condicionado e aquecedores de água. O circuito integrado detecta quando há uma variação na rede elétrica e desliga os aparelhos por alguns segundos, ou minutos, para permitir que a rede elétrica se estabilize novamente. Os controladores também podem ser programados para retardar a reiniciação dos aparelhos. O atraso permite que os aparelhos sejam religados um de cada vez, em de todos ao mesmo tempo, para ajudar na restauração da energia após uma falha no fornecimento.”
Você pode ver que ações automáticas estão previstas para serem acionadas por interação direta entre os objetos, sem intervenção humana. As regras serão escritas pelos programadores sob a direção dos tecnocratas que compreendem o sistema e depois serão transferidas para os dispositivos controladores, conforme forem necessárias. Assim, mudanças nas regras poderão ser feitas a qualquer tempo e sem o conhecimento dos consumidores em seus lares.
Entretanto, o PNNL´não é uma empresa privada; ele pertence ao Departamento de Energia dos EUA e é operado pelo Instituto Memorial Battelle!
Toda esta tecnologia será habilitada com circuitos Wi-Fi, que são idênticos aos modens e roteadores de rede Internet habilitados para Wi-Fi. Wi-Fi é uma marca registrada da Wi-Fi Alliance e se refere aos sistemas de rede sem fio usados em equipamentos como computadores pessoais e telefones celulares, conectando-os juntos e/ou com a Internet.
De acordo com a Wi-Fi Alliance, “a necessidade de soluções de Rede Elétrica Inteligente” está sendo dirigida pelo aparecimento de geração de energia distribuída e gerenciamento/monitoramento do consumo”. Em um relatório oficial intitulado Wi-Fi For the Smart Grid, eles listam os requisitos específicos para interoperabilidade publicados pelo Departamento de Energia:
  1. Fornecer comunicação de duas vias entre os usuários da rede inteligente, como por exemplo operadores regionais do mercado, companhias concessionárias, provedores de serviços e os consumidores.
  2. Permitir que os operadores do sistema de energia elétrica monitorem seus próprios sistemas, bem como os sistemas vizinhos que os afetam, de modo a facilitar a distribuição e fornecimento mais confiável da energia.
  3. Coordenar a integração dentro do sistema elétrico de tecnologias emergentes, tais como recursos renováveis, recursos de resposta da demanda, centros de armazenamento de eletricidade e sistemas de transporte da energia elétrica.
  4. Garantir a segurança cibernética da rede inteligente.
Assim, a rede de comunicações bidirecional e em tempo real da Rede Elétrica Inteligente dependerá da tecnologia Wi-Fi do início ao fim. Isto é facilmente compreendido a partir de duas gravuras incluídas no relatório da Wi-Fi Alliance.
Embora o consumidor esteja sendo tranquilizado com a promessa de redução nas tarifas, a empresa concessionária é que imporá as políticas definidas pelos reguladores globais, nacionais ou regionais. Assim, se um sistema vizinho tiver uma falta de eletricidade, talvez seu chuveiro elétrico seja automaticamente desligado para compensar; se você tiver excedido sua quota mensal para uso de eletricidade durante o dia, aparelhos que consomem muita energia, como as máquinas de lavar e as secadoras de roupas poderão ter seu uso limitado para o período noturno.
A Rede Inteligente e o controle da companhia concessionária se estendem além da eletricidade. Observe na Figura 1 acima que também há uma ligação em Wi-Fi para os medidores de água e de gás!

Os Consumidores Estão Sendo Desinformados?

Wall Street Journal reportou e revelou em uma matéria intitulada “O Que as Empresas Concessionárias Aprenderam com os Testes com os Medidores Inteligentes”, publicada em 22/2/2010, vários aspectos preliminares da implementação da rede elétrica inteligente:
  • Um objetivo principal é permitir que as empresas concessionárias reestruturem seus planos de tarifas.
  • Outro objetivo principal é forçar mudanças no comportamento dos consumidores.
  • Alguns executivos das empresas concessionárias preveem e temem uma rebelião dos consumidores.
Contudo, a grande cenoura para as empresas concessionárias seguirem a Rede Elétrica Inteligente do governo é equilibrar a demanda pela energia elétrica, reduzir a necessidade de novas centrais de geração de energia e expandir os lucros.
Antes que baixe a poeira na Rede Elétrica Inteligente, os consumidores e as empresas concessionárias poderão aprender algumas dolorosas lições sobre intervenção do governo: quando o governo aparece na frente de sua porta e lhe oferece ajuda para poupar dinheiro, todos sabem que isto é um oxímoro. O governo não existe para ajudar as pessoas ou as empresas a economizarem dinheiro ou a serem mais eficientes; em vez disso, ele sempre quer manter e aumentar seu próprio poder e seu controle sobre os cidadãos.

Tornando-se Global

O relatório do PNUMA mencionado anteriormente revela que “15% dos fundos do estímulo fiscal comprometidos para 2009-2010, que superam 3,1 trilhões de dólares, podem ser considerados como verdes em sua natureza… a maioria dos componentes verdes está orientada para a eficiência da energia e para as energias renováveis em diversos setores.”
Uma matéria publicada na revista BusinessWeek, em 16 de novembro de 2009, declarou que “Após vários falsos inícios, 2010 poderá finalmente ser o ano em que os medidores inteligentes se tornarão globais.”
De fato: 
  • “A Itália já implementou a tecnologia da Rede Elétrica Inteligente em 85% das residências em todo o país.
  • O site www.earth2tech.com reporta que a Rede Elétrica Inteligente gerará 200 bilhões de dólares em investimentos globais nos próximos anos.
  • A Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) definiu um roteiro global para garantir a interoperabilidade dos sistemas de Rede Elétrica Inteligente entre os países.
  • As empresas globais estão se preparando para conquistar sua fatia no mercado global da Rede Elétrica Inteligente: IBM, Siemens, GE, Cisco, Panasonic, Kyocera, Toshiba, Mitsubishi, etc.
  • A China está gastando 7,32 bilhões de dólares para dar início à criação de uma Rede Elétrica Inteligente na Ásia.
Outros países com projetos pilotos de Rede Elétrica Inteligente já iniciados incluem Alemanha, França, Inglaterra, Rússia, Japão, Índia, Austrália, África do Sul, Brasil e diversos outros. Organizações regionais como SMARTGRID Africa foram criadas para promover a Rede Elétrica Inteligente em países menores.
Portanto, a corrida já começou. Em cada caso, a Rede Elétrica Inteligente está sendo acelerada pelos programas de recuperação econômica dos governos. As grandes indústrias do setor elétrico estão meramente se qualificando para poderem receber os fundos provenientes dos impostos pagos pelos contribuintes.
Como é o caso nos EUA, há pouca demanda pré-existente ou latente para a tecnologia da Rede Elétrica Inteligente. A demanda está sendo criada de forma artificial pelos respectivos governos de cada país.

Conclusão

A Rede Elétrica Inteligente atende a 100% dos requisitos originais da tecnocracia, conforme descritos anteriormente. Em outras palavras, ela monitorará e controlará o fornecimento e consumo da energia e outros recursos verdes, como a água e o gás.
A iniciativa da Rede Elétrica Inteligente foi desenvolvida e financiada pelas agências do governo e por ONGs. Foi o Departamento de Energia do governo dos EUA que inventou o conceito nos anos 1990. Foi o Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste, subordinado ao Departamento de Energia, que inventou o controlador Grid Friendly Appliance. Foi o governo federal que despejou bilhões de dólares sobre o setor privado para dar partida à iniciativa nacional para implementar a Rede Elétrica Inteligente em cada cidade.
Se o governo federal não tivesse fornecido o ímpeto inicial e persistente será se a Rede Elétrica Inteligente existiria? É altamente duvidoso.
Seguindo o mesmo padrão, muitos outros países industrializados estão implementando a Rede Elétrica Inteligente ao mesmo tempo, usando recursos de seus próprios programas de recuperação econômica. Essa implementação sincronizada é certamente planejada e, como tal, implica que existe alguém que planejou tudo isto. Quem pode estar fornecendo essa coordenação de cima para baixo e em escala global será reservado para discussão em outro ensaio. Uma coisa é certa: A tecnologia que está sendo comprada em todo o mundo teve origem nos EUA e está sendo vendida pelas mesmas grandes empresas mencionadas anteriormente.
Finalmente, em toda a literatura sobre a Rede Elétrica Inteligente fica subentendido que o governo federal terá total visibilidade sobre todos os dados dentro da rede, chegando até à residência de cada consumidor. O governo também estará em condições de definir políticas de consumo e de distribuição nacional, regional e local, como por exemplo, definir “a fatia justa” de energia, gás e água que estará disponível para cada residência.
Padrões internacionais criados para a Rede Elétrica Inteligente também permitirão que países vizinhos possam ser perfeitamente interligados, fornecendo assim um sistema de distribuição e gerenciamento da energia para cada bloco regional de países.
Está a Rede Elétrica Inteligente destinada a ser um fenômeno global? Sim. Ela foi projetada para permitir um novo sistema global tecnocrático baseado em recursos? Sim.
A tecnocracia precisa ser vista da forma como é: uma tentativa de impor uma ditadura científica e totalitária. Em 1933, os tecnocratas propuseram que Franklin D. Roosevelt fosse empossado como ditador de modo a “aplanar o terreno para a revolução econômica”. Felizmente, naquele tempo, eles fracassaram na tentativa do golpe.
Se a Rede Elétrica Inteligente for completada com sucesso, ela permitirá a conversão do nosso sistema econômico existente em algo muito diferente e muito pior. Foi por esta razão que o povo norte-americano rejeitou a tecnocracia em 1933 e é exatamente pela mesma razão que nós, em todos os países do mundo, precisamos repudiá-la totalmente hoje.

Recursos

  1. Scott & Hubbert, Technocracy Study Course, Technocracy, Inc., 1934. 
  2. Background paper for the ministerial consultations, Conselho Governante do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, 14/12/2009.
  3. The Smart Grid: An Introduction, Departamento de Energia dos EUA. 
  4. Pacific Northwest National Laboratory, sítio na Internet. 
  5. 2010 Strategic Plan, Office of Electricity Delivery & Energy Reliability. 
  6. The Networked Grid 100: Movers and Shakers of the Smart Grid.
  7. Meloan, Steve, “Toward a Global ‘Internet of Things’”, Oracle Software, 11 de novembro de 2003. 
  8. Wi-Fi for the Smart Grid, Wi-Fi Alliance, 2009. 
  9. “Obama Announces $3.4 Billion Investment to Spur Transition to Smart Energy Grid”, Comunicado à Imprensa, Departamento de Energia.
Nota: O editor gostaria de agradecer ao Dr. Martin Erdmann, a Carl Teichrib e ao Dr. Michael Coffman, pelo incentivo, teste das ideias e pesquisa de suporte adicional para a preparação deste relatório.
Autor: Patrick M. Wood, em http://www.augustreview.com/
Data da publicação: 28/10/2010
Transferido para a área pública em 31/8/2011
Revisão: http://www.TextoExato.com
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