quinta-feira, 22 de setembro de 2011

SINAIS DOS CÉUS





"Os céus declaram a glória de Deus e o
firmamento anuncia a obra das suas mãos."

Salmo 19:1

 Em Números, nos capítulos 1 e 2, encontra-se o censo do povo e as instruções detalhadas para orientar o arraial deles. Por quê? Que sinal secreto haveria por trás disso? 

   É claro que há muitas razões históricas para que estes detalhes estejam incluídos na Torá (os cinco livros de Moisés). Mas nossa premissa é: não há nenhum detalhe incluído ali que não tenha sido incluído deliberadamente pelo projeto de Deus. Se examinarmos estes detalhes mais de perto, alguns sinais notáveis vêm à tona.















O Tabernáculo
 Quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos no Monte Sinai, ele também recebeu especificações detalhadas e instruções para a construção de um santuário que pudesse ser transportado, o Tabernáculo, ou Tenda da Congregação. O propósito desta estrutura não-usual era prover um local para que Deus habitasse no meio do seu povo.
 O Tabernáculo sempre era colocado no centro do arraial de Israel, virado para o oriente. A tribo de Levi foi designada para cuidar do Tabernáculo, e acampava ao redor dele. Moisés,

Arão e os sacerdotes acampavam do lado oriental, próximo à entrada. As três famílias da tribo de Levi (Merari, Coate e Gérson) acampavam ao norte, sul e ao ocidente, respectivamente. As outras Doze Tribos agrupavam-se em quatro arraiais ao redor dos Levitas.

Doze ou Treze?

 É importante perceber que, na verdade, haviam 13 tribos, não apenas 12. Isso pode parecer confuso para os leitores iniciantes.

 Jacó teve doze filhos, cada um se tornou o fundador de uma das Doze Tribos. Entretanto, José foi vendido como escravo e veio a se tornar o primeiro-ministro do Egito. No Egito, José casou-se com Azenate e teve dois filhos: Manassés e Efraim. Quando Jacó e o restante da família se juntaram a José no Egito, Jacó adotou seus dois netos como filhos. Portanto, a tribo de José dividiu-se em duas partes, resultando num total de 13 tribos.

 As Doze Tribos de Israel (Jacó) são listadas vinte vezes no Velho Testamento. Elas são listadas pela mãe (Lia, Raquel, Zilá e Bilá), pela  numeração, pelo arraial, ordem de marcha, relações geográficas, etc. Cada vez elas são listadas numa ordem diferente.

 Os levitas eram isentos dos deveres militares. Quando as tribos são listadas por ordem de marcha, há 12 tribos, excluindo Levi. Neste caso, José é dividido em dois: Efraim e Manassés.
 (Assim, Levi é omitido em quatro ocasiões. Semelhantemente, Dã é omitido em três ocasiões, a mais notável em Apocalipse 7).

O Mazzaroth (As Constelações)


 O nome hebraico para o zodíaco é Mazzeroth. Os nomes hebraicos antigos são a chave para designação original das constelações, que foram posteriormente corrompidas na Torre de Babel e continuam sendo corrompidas até hoje.

 Chega a ser engraçado ir aos planetários, pois eles ainda ensinam a noção de que as várias figuras associadas com as constelações são fruto da imaginação de povos de antigamente, a partir da forma das constelações. Se você já tiver estudado o assunto cuidadosamente, verá que essa hipótese chega a ser absurda e pode ser descartada facilmente. Já tentou visualizar um "urso" na constelação Ursa Maior ? Ou tentou "enxergar" uma "senhora confinada numa cadeira" no W-entortado conhecido como Cassiopéia ?

A chave para os conceitos originais que estão por trás dos vários "sinais" eram os nomes das estrelas associadas com cada sinal, na sua ordem de magnitude (brilho). Os nomes das estrelas remetia a uma história, sumarizada no nome e na figura associada a cada "sinal". Isto serviu como convenientes mnemômicos (técnicas de memorização) para lembrar e ensinar a narrativa como um todo. As antigas tradições persa e árabe reconhecem Adão, Sete e Enoque como os inventores da astronomia.

A narrativa, começando em Virgem, continua ao redor do Zodíaco até o clímax com o Leão da Tribo de Judá (Leão). A interpretação destes "macro-códigos cósmicos" depende da descoberta dos antigos nomes hebraicos das estrelas envolvidas. Infelizmente, muitos não estão mais disponíveis, mas as tradições árabes, aramaicas e similares são sugestivas.
 Cada uma das Doze Tribos de Israel estava associada com uma das 12 constelações. Vamos observar um exemplo:

Virgem


 Virgem é tradicionalmente representada com uma mulher com um ramo na sua mão direita e uma espiga de milho na sua mão esquerda. O nome Virgem deriva do latim; em hebraico, é chamada de Bethulah, a virgem.
 A estrela mais brilhante é Spica, uma espiga de milho. Em hebraico, é chamada Zerah, a Semente (a "Semente da Mulher").  Em Egípcio, é Aspolia, a semente.
 A segunda estrela mais brilhante é, em hebraico, Tsemech, o Ramo (ou o Renovo), um título do Messias. Outras estrelas são Zavijaveh, gloriosamente belo;  e Al Mureddin, aquele que terá domínio.
 É significativo também que o Signo de Virgem está associado com a tribo de Zebulom, onde Nazaré está localizada.

As Quatro Faces

 Todas as vezes que a Bíblia menciona uma visão do Trono de Deus, percebemos os mesmos seres viventes – talvez um tipo de "Super Anjos" – de alguma forma associados com a proteção do seu trono, sua santidade, etc. Também percebemos as mesmas quatro faces: um Leão, um Homem, um Boi e uma Águia. Também iremos encontrá-los numa função chave entre as bandeiras das Doze Tribos de Israel.
 Alguns conseguem perceber que o foco específico de cada um dos Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas e João – é centralizado em quatro temas: O Messias, Leão da tribo de Judá; O Servo Sofredor; O Filho do Homem; e O Filho de Deus, respectivamente. Têm-se notado que as quatro faces não são inadequadas para simbolizar os quatro Evangelhos.

Os Quatro "Arraiais"

 As Doze Tribos, excluindo os Levitas, agrupavam-se em quatro "arraiais". Cada um desses grupos, com três tribos cada, deveria organizar-se pela bandeira da tribo principal.
 A bandeira tribal de Judá era, obviamente, um leão. O símbolo de Rúbens era um homem; o de Efraim, um boi; o de Dã, uma águia. É interessante observar que estes quatro estandartes tribais primários – o leão, o homem, o boi e a águia – são os mesmos que as quatro faces dos seres viventes que sempre aparecem ao redor do Trono de Deus. 

 Parece que o arraial de Israel – com o tabernáculo no meio – iria, portanto, assemelhar-se a um modelo do Trono de Deus: sua presença no centro (representada pelo tabernáculo), rodeada pelas quatro faces, tudo isso rodeado pelo seu povo.
 Mas ainda tem mais. Por que os números específicos ?

O Censo

 A contagem das tribos é detalhada em Números, capítulo 1. A verdadeira população representada era obviamente maior que esta contagem, pois apenas homens, acima de 20 anos e aptos a irem para guerra, foram contados. A maior parte dos estudiosos estima que mulheres, crianças e idosos multiplicariam o número por três ou mais. O arraial todo iria ter aproximadamente 2 milhões de pessoas.
 Ainda que os números de cada tribo aparentemente não revelem muito, os totais de cada um dos quatro grupos serão bastante reveladores:





Judá  74.600Rúbens  46.500
Issacar  54.400Simeão  59.300
Zebulom  57.400Gade  45.650
186.400151.450
Efraim  40.500  62.700
Manassés  32.200Aser  41.500
Benjamim  35.400Naftali  53.400
108.100157.600

Pontos Cardeais


 Cada um dos arraiais, de três tribos cada, deveria acampar num dos quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Leste, Oeste), respeitando o arraial dos levitas que ficaria junto ao tabernáculo.98  Não podemos saber com precisão o espaço que era necessário para os levitas, se era 30 metros de cada lado, ou 100 metros. Mas seja lá qual for o espaço, adotaremos este espaço como uma unidade básica.

 Para entender completamente todas as implicações, você precisará tentar pensar como um rabi: você tem que manter um respeito extremamente elevado aos detalhes precisos das instruções. Eles adotavam medidas heróicas no seu zelo por cumprir cada letra da lei.

 As tribos de Judá, Issacar e Zebulom – coletivamente chamadas de Arraial de Judá – tinham que acampar ao leste dos levitas. Então surge um problema técnico. Perceba que, se a largura do arraial deles fosse maior que a largura do arraial dos levitas, o excedente estaria no sudeste ou noroeste, e não ao leste. Portanto, se eles fossem seguir estritamente suas instruções, seu arraial teria que ter apenas a mesma largura dos levitas, e então eles teriam que estender-se ao leste para obter o espaço necessário.

 Os arraiais de Rúbens, Efraim e Dã tinham a mesma situação ao sul, oeste e norte respectivamente. A extensão de cada um seria proporcional à população total de cada arraial.
Ephraim – Efraim
Ox – Boi
Man – Homem
Reuben – Rúbens
Judah – Judá
Lion – Leão
Dan – Dã
Eagle – Águia
Levites – Levitas
Gershonites – Gersonitas
Kohathites – Coatitas
Merarites – Meraritas
Moses & Priests – Moisés & Sacerdotes


















A Vista Aérea

 Se juntarmos aquilo que podemos inferir pelo relato bíblico, é possível imaginar como o arraial de Israel era visto de cima: o Tabernáculo e os Levitas no centro, rodeados pelas quatro faces das bandeiras das tribos, e cada um dos quatro arraiais de Judá, Efraim, Rúbens e Dã, estendendo-se nas quatro direções cardeais.
 Também podemos anotar o tamanho aproximado de cada tribo, para determinar o tamanho relativo de cada arraial quando eles estavam estendidos em cada uma das quatro direções cardeais. Veja a seguir os resultados impressionantes :



















Parece que, quando os israelitas acampavam, eles formavam uma gigantesca cruz! Isso é um tremendo macro-código! E ele está na Torá, e não no Novo Testamento!
 O Novo Testamento, na verdade, está oculto no Velho Testamento; O Velho Testamento é revelado no Novo Testamento.

Adendo: Mais sobre o Mazzaroth

 Cada uma das 12 constelações do Mazzaroth está associada com três constelações adicionais chamadas decans.
 As três constelações (decans) que estão associadas com Virgem são Coma (o Desejado), Centauro (o Desprezado) e Bootes (Aquele que virá).
 Coma é, em egípcio, Sheznu, o Filho Desejado. Geralmente é representado por uma mulher com um bebê. (O que uma mulher com um bebê está fazendo no signo de Virgem ?).
 Centauro em hebraico é Bezeh, o Desprezado. Outro nome em hebraico é Asmeate, a oferta pelo pecado. Nas tradições gregas há o nome Cheiron, que significa o Traspassado. Uma das estrelas é, em hebraico, Toliman que significa aqui, antes e daqui em diante, similar à identidade dada a Moisés na sarça ardente, o "Eu Sou".
 Bootes, Aquele que virá, inclui as principais estrelas de Arcturus, Ele vem; Al Katuropos, o renovo que é pisado; Mirac, protetor, guardador; Mufride, aquele que separa e Nekkar, o Traspassado.

 Repare a natureza dupla: Deus, e mesmo assim desprezado. A dupla natureza está inserida na idéia da oferta pelo pecado feita pelo desprezado, ao mesmo tempo sendo o supremo Rei. Em 1893 eles descobriram que a estrela Tsemech em Virgem é uma estrela dupla! 




Bibliografia para o Mazzaroth:

Missler, Chuck, Sinais nos Céus (Signs in the Heavens), Koinonia House, 1991.
Bullinger, E. W., O Testemunho das Estrelas (The Witness of the Stars), Kregel Publications, Grand Rapids MI 1972 (reedição da edição de Londres, 1893).
Seiss, Joseph A., O Evangelho nas Estrelas (The Gospel in the Stars), Kregel Publications, Grand Rapids MI, 1972 (reedição de Astronomia Primitiva – Primeval Astronomy – 1882).
Spencer, Duane Edward, O Evangelho nas Estrelas (The Gospel in the Stars), Word of Grace, San Antonio TX, 1972.
Allen, Richard H., Nomes das Estrelas, Seu Legado e Significado (Star Names, Their Lore and Meaning), Dover Publications, New York 1963 (Republicado a partir de Stechert, 1899).
Kunitzsch, Paul, e Smart, Tim, Nomes Modernos das Estrelas e Suas Derivações (Modern Star Names and Their Derivations), Harrassowitz, Wiesbaden, 1986.
Bibliografia para o Arraial de Israel:
Fruchtenbaum, Arnold G., Israelologia: o Elo Perdido na Teologia Sistemática (Israelology: the Missing Link in Systematic Theology), Ariel Press, Tustin CA, 1989.

Missler, Chuck, Comentários Expositivos de Gênesis e Apocalipse (Expositional Commentaries on Genesis, Revelation), Koinonia House, Coeur d´Alene, ID, 1995. 

    Notas Finais

81. Êx. 25-27; 36-38; 40. 
82. Para um estudo aprofundado sobre o Tabernáculo, leia The Mystery of the Lost Ark (O Mistério da Arca Perdida).


83. Gên 41:37-41. 
84. Gên 48. 
85. Gên 29, 35; 46; 49; Êx 1; Núm 1:1-15; 1:20-43; 2:7; 10; 13; 26; 34; Deut 27; 3; Jos 13; Juízes 5; I Crôn 2:1; 2:3-8; 12; 27; Eze 48; Apoc 7.


86. Jó 38:32. 
87. Gên 11:1-9. 
88. Para um estudo aprofundado sobre as 12 tribos, leia nosso Comentário Expositivo de Josué (Expositional Commentary on Joshua) volume 2. 
  
89. João 12:23, 24, 27. 
90. Gên 3:15. Veja também Gên 15:5 e Gál 3:16 (descendência está no singular, e não no plural). 
91. Isa 4:2 - "O Renovo do Senhor", um título de Jesus Cristo; Jer 23:5 e 33:15 – um rei da linhagem de Davi; Zac 3:8 – servo de Jeová; Zac 6:12 – construirá o templo.


92. Isaías 4:2. 
93. Salmo 72:8. 
94. Para estudar mais, veja Sinais nos Céus (Signs in the Heavens), ou outras referências na bibliografia. 
95. Ez 1:10; 10:14; Apoc 4:7. 
96. Números 2. 
97. Ez 1:10; 10:14; Apoc 7. 
98. Núm 2:3, 10, 18, 25. 
99. Ageu 2:7. 
100. Isaías 53:3. 
101. Jeremias 33:10. 
102. Zacarias 12:10. 
103. Êx 3:13, 14; Apoc 1:8. 
104. Salmo 96:13, Apoc 14:14-16. 
105. Jó 9:9. 
106. Zacarias 12:10.

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