quarta-feira, 6 de julho de 2011

EX-MINISTRO BRITÂNICO JACK STRAW SUSTENTA QUE EURO MORRERÁ

Político sugeriu que o fim da moeda única deva ser acelerado, “ao invés de esperar por uma morte lenta”
O ex-ministro de Relações Exteriores britânico Jack Straw declarou nesta segunda-feira no Parlamento que, após a crise financeira na Grécia e de outros países, o euro chegará ao fim. Mais do que prever o destino da moeda comum, Straw sugeriu acelerar esse processo para evitar uma “morte lenta”.
O político trabalhista, responsável pelo Foreign Office entre 2001 e 2006, pediu ao Executivo de coalizão conservador-liberal britânico que deixe de “refugiar-se em uma linguagem displicente” e reconheça claramente que “esta zona do euro não pode perdurar”.
 Diante desse panorama, afirmou, o Governo do Reino Unido “tem a responsabilidade de ser aberto com os britânicos quanto às alternativas”. “E, dado que o euro, em sua forma atual, vai morrer, talvez fosse melhor que isto ocorresse rápido ao invés de esperar por uma morte lenta”, sentenciou.
Straw fez as afirmações durante um debate parlamentar para tratar do próximo resgate à Grécia, país que está à beira da falência financeira. Muitos deputados britânicos conservadores e trabalhistas afirmaram que a União Europeia deveria permitir à Grécia abandonar sem demora e de forma ordenada a zona do euro.
No entanto, o secretário de Estado do Tesouro, o conservador Mark Hoban, declarou que a prioridade é que a Grécia coloque “sua economia em ordem”, se forma que seria necessário um resgate, devido à impossibilidade do país de obter créditos nos mercados financeiros.
Embora tenha ressaltado que seria de interesse do Reino Unido “assegurar que continue a estabilidade na zona do euro”, ele insistiu em que este país não participará de forma “direta” de um resgate à Grécia, embora talvez tenha de fazê-lo indiretamente por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI). Hoban tranquilizou os deputados ao afirmar que os bancos britânicos tinham pouca exposição na Grécia, em torno de US$ 4 bilhões, menos do que a França e a Alemanha.

PORTUGAL À BEIRA DE UMA QUEBRADEIRA

Uma equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI) está em Portugal para negociar um empréstimo ao país. O responsável do FMI, Poul Thomsen, se reúne nesta terça-feira, em Lisboa, com representantes de sindicatos e com os principais banqueiros portugueses.

Na segunda-feira, houve um encontro entre o FMI, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, o ministro das Finanças do país e o diretor do Banco de Portugal.

Ajuda Externa

No ínicio do mês, o governo português fez um pedido de ajuda financeira externa. Agora, o FMI e as entidades europeias estudam se poderão responder ao pedido e emprestar 80 bilhões de euros, cerca de R$ 180 bilhões. O dinheiro servirá para as autoridades portuguesas equilibrarem as contas públicas e pagar os juros da dívida do país.

Forças Políticas

Os representantes do FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia já pediram reuniões com todos os partidos políticos com assento no parlamento português, uma vez que o acordo para o empréstimo precisa ter a concordância das forças políticas mais representativas.

Das negociações em curso será feito um memorando de entendimento, que vai ser apresentado na reunião de ministros das Finanças da União Europeia, em maio, em Bruxelas. Só então a ajuda do FMI poderá ser concedida.

Fonte: Correio do Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário