quinta-feira, 26 de maio de 2011

A SINDROME DE LÚCIFER NO CENTENARIO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL

Nos dias 16 a 18 de junho agora, em Belém do Pará, a igreja evangélica Assembleia de Deus irá fazer uma mega festa para comemorar seus 100 anos no Brasil. Mas nem tudo é festa, veja: Segundo informou a AD de Belém, algumas lideranças das Assembleias de Deus ditas do Sul do Brasil, ricas e orgulhosas – e que não se dão com a liderança da igreja do Pará - vão fazer um centenário paralelo, aqui mesmo em Belém, porém sem nenhuma participação da igreja local, onde toda a história da AD no Brasil começou. Essas informações já podem ser confirmadas no site do Presidente da CGADB.

Qual a causa dessa triste e vergonhosa divisão?

A causa dessa separação, pelo que é visível aos membros comuns, está no que chamamos “Síndrome de Lúcifer”, entendida nessa frase: Orgulho e briga por poder político pelo controle da Convenção Geral das Assembleias de Deus – CGADB - e por dinheiro, certamente.

O ( re) começo de tudo.

A separação Sul-Norte já tem bastante tempo; desde que algumas lideranças do Sul decidiram seguir seus próprios caminhos, pois ficaram ricas ao ponto de terem seus próprios parques gráficos, como a CPAD; livrarias, seminários, rádios etc.

Mas o recomeço desta rivalidade se deve ainda ao grau de veneno da Síndrome de Lúficer que corre no sangue do Pastor José Wellington, presidente da convenção geral das assembleias de Deus no Brasil. Há mais de 20 anos ele está no poder e se recusa a deixar o cargo e perder sua grande influência sobre muitos pastores do Brasil. Toda vez que um alguém o desafia nas eleições, não se sabe como, mas o desafiante sempre sai derrotado. A troca de farpas entre vitoriosos e derrotados é sempre um capitulo vergonhoso aos evangélicos de todo o Brasil, principalmente as acusações de compra de voto. Saiba Mais no site do Colunista da AD no Jornal O Liberal, Pastor Rui Raiol.

Um ditador ameaçado por uma liderança jovem e visionária.

De uns anos pra cá, esse ditador ganhou um grande rival: Um jovem pastor, vindo do Amazonas, cheio de fé e ousadia, chamado Samuel Câmera. Ele já chegou incomodando algumas lideranças paraenses, pois o líder antes dele o escolheu sendo ele um “estranho”, de fora, lá de Manaus...Mas Deus sabe o que faz: Em seus 12 anos de ministério, a Assembleia de Deus de Belém cresceu muito. Centenas de obreiros foram consagrados a pastores, dando-lhes a oportunidade de sair do trabalho apenas voluntário nas congregações. Desse modo todo o “sistema” foi impulsionado.

Sendo ele, homem de muito conhecimento e sabedoria, dotado ainda de perfil conciliador, ousado, visionário e inovador, se tornou o único a ter coragem de desafiar o tirano José Welligton. O Pastor Samuel Câmera propôs à convenção que as eleições pela presidência da CGAD fossem de 2 em 2 anos, possibilitando que a democracia, e não a ditadura, regesse essa convenção...Mas contra esse tirano, bem como contra seus aliados daqui, Samuel Câmera não teve muitas vitorias.

Infelizmente o povo de Deus está dividido.

A sede por poder é uma praga que ataca homens de todas as religiões e de todos os tempos. Desde os primeiros séculos do cristianismo os bispos brigavam com os pastores para saber quem estava abaixo de quem, em termos eclesiásticos. Hoje nós continuamos no meio desse “fogo Santo” ....sem saber o que fazer. O que fazer?

Vamos pensar e fazer diferente?

O perfil do Pastor Samuel Câmera deve-nos servir de modelo atual de empreendedorismo: Ele teve muita fé e coragem para fazer em 1 ano um centro de convenções de 22 milhões de reais para 22 mil pessoas comemorar o centenário. Nenhuma empresa do Pará aceitou fazer a obra, porque a igreja não tinha dinheiro suficiente. Os pastores mais próximos a Samuel Câmera diziam que a obra era “impossível” – Mas ele se propôs, e até os índios do Pará, empresários, católicos e evangélicos de outras denominações o ajudaram.

Que sua fé e determinação sirvam de exemplo para essa geração do centenário. Que sua coragem, para fazer bem mais que o centro de convenções, nos ensine que o medo não pode paralisar nossos planos, por mais “impossíveis” que eles parecem para muitos.

Mas, acima de tudo, enxerguemos que existe o verdadeiro evangelho de Jesus por trás de tudo isso. O evangelho do amor ao próximo, do desapego ao poder. O evangelho que se colocou contra a opressão do poder romano pregando a justiça de Deus. Eles, de lá do Sul, não querem largar o poder; nós, aqui, devemos “ brigar” para ganharmos o reino dos céus. Eles estão brigando por cargos, dinheiro e fama? Nós devemos pregar para nos mesmos, todos os dias, uma mensagem de inspirada na palavra de Deus para andarmos nas mesmas pisadas de Jesus e para termos coragem de pregar e mostrar ao mundo que somos também povo de Deus, um só povo, um só coração, caminhando em uma só fé.

Nota: Como observador da historia, fico de fato triste em saber que nenhuma publicação da CPAD, principalmente a revista da escola dominal e o Jornal “ Mensageiro” fez menção ao centenário daqui e da própria historia de luta da igreja de Belém pela expansão do evangelho no Brasil. Isso é sabotar a historia dessas publicações; é colocar os interesses mesquinhos políticos acima da própria igreja.

Moisés Nazareno

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