segunda-feira, 18 de abril de 2011

QUEBRADEIRA AMERICANA ESTÁ AFETANDO A ECONOMIA MUNDIAL, SERÁ O FIM DO IMPÉRIO?

Valor de mercado da Petrobras caiu hoje quase R$ 15 bi com a queda da Bolsa
Além da OGX, de Eike Batista, outra empresa que sofreu bastante com a queda da Bolsa hoje foi a Petrobras.

O valor de mercado da Petrobras caiu hoje R$ 14,6 bilhões, segundo trabalho da Economática.

De R$ 369,2 bilhões na sexta-feira passada, a Petrobras fechou o dia de hoje valendo R$ 354,6 bilhões.

A Petrobras foi a empresa que mais sofreu hoje com a queda da Bolsa. A OGX ficou em segundo lugar.
A terceira maior queda foi da Vale, cujo valor baixou de R$ 256 bilhões na sexta-feira para R$ 253,3 bilhões, uma queda de R$ 2,6 bilhões.

Em quarto ficaram a Gerdau, a JBS e a Hrt Petróleo, com perdas de R$ 800 milhões

Ibovespa cai 1,90% e tem o menor nível desde 10 de fevereiro

Rebaixamento dos EUA pela agência de risco S&P e OGX fizeram índice fechar em 65.415 pontos
AE e iG São Paulo

A semana mais curta começou mal para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O índice Bovespa perdeu os 66 mil pontos e quase ficou abaixo dos 65 mil, seguindo a aversão ao risco do exterior.

As Bolsas no exterior reagiram em baixa ao anúncio da agência de classificação de risco S&P de rebaixar a perspectiva do rating soberano dos Estados Unidos para negativa. As ações de Petrobras, Vale, e de siderúrgicas tiveram perdas fortes, mas foi OGX ON que se destacou, ao despencar 17,25%.

O Ibovespa terminou a sessão em queda de 1,90%, aos 65.415,49 pontos, menor nível desde 10 de fevereiro passado (64.577,83 pontos). Na mínima de hoje, registrou 65.158 pontos (-2,29%) e, na máxima, os 66.706 pontos (+0,03%). No mês, o índice acumula perda de 4,62% e, no ano, de -5,61%. O giro financeiro totalizou R$ 9,944 bilhões, engordado pelo vencimento de opções, que totalizou R$ 2,45 bilhões.

Sobraram notícias ruins hoje. A China elevou novamente seu compulsório bancário, as preocupações com a solvência da Grécia voltaram a crescer e os EUA se tornaram foco de tensão, depois que a S&P decidiu reafirmar o rating AAA do país, mas reduzir a perspectiva da classificação de estável para negativa.

O índice Dow Jones perdeu 1,14%, aos 12.201,59 pontos, o S&P-500 recuou 1,10%, aos 1.305,14 pontos, e Nasdaq recuou 1,06%, aos 2.735,38 pontos. As bolsas europeias também fecharam com perdas, superiores a 2%.

No Brasil, o vencimento de opções sobre ações trouxe volatilidade na primeira metade do pregão. No período da tarde, as oscilações diminuíram um pouco, mas as perdas, não. OGX ON foi destaque de baixa ao desabar 17,25%. Os investidores não gostaram do perfil das reservas de petróleo da empresa apontadas em relatório divulgado na sexta-feira pela DeGolyer & MacNaughton (D&M).

Petrobras ON perdeu 3,98% e Petrobras PN, -3,92%. O petróleo recuou 2,31% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), negociado a US$ 107,12 o barril. Vale ON caiu 1% e Vale PNA, -0,99%, influenciadas pelo compulsório chinês e pela expectativa com a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para amanhã.

Alguns fatores contribuem para as perdas da OGX, segundo analistas. O primeiro foi a divulgação de relatório da DeGolyer & MacNaughton (D&M) com levantamento sobre o volume de recursos potenciais líquidos da empresa. Conforme o estudo, o volume de recursos potenciais líquidos da OGX já atinge os 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), incremento de 58,8% em relação ao portfólio divulgado no final de 2009, de 6,8 bilhões de BOE.

O mercado não gostou, no entanto, dos números sobre os recursos contingentes. O analista da Socopa Osmar Camilo explica que havia uma expectativa de que os recursos contingentes ficassem próximos de 4 bilhões de barris. O número divulgado, no entanto, foi de 3 bilhões de barris. Operadores destacam ainda vários relatórios divulgados nesta segunda-feira por bancos de investimento e corretoras reduzindo a recomendação para os papéis da companhia. Um deles foi o BTG Pactual, que divulgou relatório rebaixando a recomendação para os papéis da OGX de compra para neutro.

Além disso, o anúncio, nesta manhã, de que a empresa poderá buscar no mercado cerca de US$ 2 bilhões para garantir seus investimentos em 2012, ajudou a pesar sobre os papéis. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Paulo Mendonça. Segundo ele, a forma de captar estes recursos será a "mesma utilizada pela Petrobras, com a emissão de títulos".

"Mais de US$ 2 bilhões já estão nos sendo oferecidos por meio de mecanismos de financiamento à perfuração", disse. A ideia, segundo ele, não é diluir as ações da empresa. A companhia também está apostando na venda de ativos (farm-out) de até 10% de sua participação nas áreas da bacia de Campos como forma de se capitalizar para cumprir investimentos. Inicialmente a empresa estava negociando a venda de 30% desses ativos, mas reduziu a marca para 10%, depois dos bons resultados encontrados no local.

Essa notícia puxa as ações para baixo por dois motivos. O primeiro é a pressão tradicional que um anúncio de novas ações causa nos investidores: há receio de diluição de participação (mesmo com as declarações em contrário) e, ao mesmo tempo, o mercado começa a descontar as ações, para comprá-las por um preço mais baixo na oferta.

Outra pressão vem do efeito que a oferta causa no caixa da empresa. A fase de investimentos sempre significa mais saída do que entrada no fluxo de uma companhia, comprometendo lucros por algum tempo.

Além dessas pressões, o mercado de petróleo também prejudicou as ações. Segundo uma corretora baseada em Londres e que preferiu não ser identificada, o petróleo vinha subindo nos últimos pregões. Mas despenca nessa segunda-feira, após a Arábia Saudita ter dito que o mercado de óleo está sobre-ofertado.

Não se preocupem, isto é apenas o inicio da preparação do caminho para a aparição do Anti-Cristo, é mais um sinal da vinda do Senhor, Quem lê, entenda!

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