terça-feira, 11 de janeiro de 2011

RACHADURA NA MAGNETOSFERA CAUSA TEMPESTADE MAGNÉTICA NA TERRA

Na tarde de terça-feira, 28/12/2010, os cientistas espaciais foram quase pegos de surpresa ao detectarem uma rápida tempestade geomagnética sem motivo aparente. A tempestade foi prevista com menos de duas horas de antecedência através de modelos matemáticos e provocou fortes auroras nas latitudes mais elevadas.

De acordo com os pesquisadores do Centro de Previsão de Clima Espacial dos EUA, SWPC, o fenômeno não foi causado devido às tempestades aleatórias que ocorrem na superfície solar, mas por uma rachadura que se abriu na magnetosfera da Terra e que permitiu que o vento solar penetrasse nas camadas mais elevadas da atmosfera.

A tempestade de terça-feira, 28/12/10 foi classificada como de classe G1, de pequena intensidade, e por não ter sido causada por distúrbios de forte intensidade na superfície do Sol, não provocou alterações no fluxo de raios-x registrado pelos satélites geoestacionários que medem a energia emitida pela estrela. Em outras palavras, a tempestade geomagnética não deu sinais de que iria ocorrer.

Rachaduras

Apesar de invisível, nosso planeta é cercado por uma espécie de bolha magnética chamada magnetosfera, criada pelos movimentos ocorrem na região dos núcleos da Terra. Essa bolha é fundamental para a proteção do Planeta contra as partículas emitidas pelo Sol e sem ela a vida na Terra seria praticamente impossível.

No entanto, estudos recentes mostraram que algumas vezes essa bolha desenvolve enormes rachaduras que podem permanecer abertas por horas. Quando isso acontece, as partículas solares penetram em nosso planeta e ionizam a ionosfera a 160 km de altitude, produzindo os distúrbios geomagnéticos como o ocorrido nesta terça-feira.

Os primeiros trabalhos sobre as rachaduras na magnetosfera foram realizados em 1961, por Jin Dungey, do Imperial College, no Reino Unido. As pesquisas mostraram que a anomalia podia se formar quando o campo magnético das partículas vindas do sol tinha orientação oposta a do campo magnético em algum ponto da Terra. Nessas regiões, os dois campos magnéticos podem ser interligar através de um processo chamado "reconexão magnética", criando uma trinca no escudo através do qual as partículas eletricamente carregadas do vento solar poderiam fluir.

Em 1979, o cientista Goetz Paschmann, ligado ao laboratório de física extraterrestre do Instituto Max Planck, na Alemanha, detectou as rachaduras utilizando o satélite de exploração solar ISEE (International Sun Earth Explorer). No entanto, devido à órbita o satélite permanecia pouco tempo sobre as falhas, não permitindo saber se as fendas eram temporárias ou se permaneciam estáveis por longos períodos.

As mais modernas observações começaram a ser feitas em 2003 com auxílio do satélite IMAGE, especializado no estudo da magnetosfera. De acordo com as pesquisas, diversas auroras de prótons foram registradas sobre a região do Ciclo Polar Ártico, alimentadas pelo vento solar que penetrava por rachaduras na magnetosfera. Em alguns casos essas fendas tinham o tamanho da Região Sudeste do Brasil e permaneciam abertas por mais de 9 horas ininterruptas. Outras observações mostraram rachaduras duas vezes maiores que a Terra a uma altitude de 60 mil quilômetros.

Foto: Imagem registrada às 14h41 (hora de Brasília) de 28 de dezembro de 2010 pelos satélites F17 do Departamento de Defesa dos EUA. No topo, a cena mostra intensas auroras boreais sobre o círculo polar ártico, provocadas por uma rachadura momentânea na magnetosfera terrestre. Para se ter uma ideia do brilho dessas auroras, os pontos amarelos mostrados sobre as áreas continentais causados pela iluminação das grandes cidades. Crédito: US Navy's Fleet Numerical Meteorology and Oceanography Center/Apolo11.com   

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Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Rachadura_na_magnetosfera_causa_tempestade_magnetica_na_Terra&posic=dat_20101229-075010.inc

COINCIDENCIA OU NÃO, FORTES TERREMOTOS FORAM SENTIDOS EM VÁRIOS LOCAIS À PARTIR DA CONSTATAÇÃO DA RACHADURA DA MAGNETOSFERA TERRESTRE OCORRIDA EM 28/12/10. SERIAM ATIVIDADES DO PROJETO HAARP - High Frequency Active Auroral Research Program (em português: Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência)?

Terremoto de 6.9 graus abala região das Ilhas Vanuatu, Melanésia

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um poderoso abalo sísmico de 6.4 graus de magnitude foi registrado na região das ilhas Vanuatu, na Melanésia as 15h21 pelo horário de Brasília 09/01/2011. O violento abalo teve seu epicentro estimado a 32 km de profundidade, sob as coordenadas 19.28S e 168.13E. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.

TERREMOTOS NO BRASIL

Terremoto de 4.0 graus é registrado a 10 km de Trombas-GO

Um terremoto de 4.0 graus de magnitude foi registrado no Brasil, a 10 km da cidade de Trombas (GO), a 11 km de profundidade.

O evento ocorreu as 09h51 do dia 09/01/2011 pelo horário de Brasília e teve seu hipocentro localizado abaixo das coordenadas 13.51S e 48.83W, a 10 km de Trombas, 17 km de Formoso (GO) e 30 km da cidade de Santa Tereza de Goiás (GO)

Terremoto de 5.0 graus é registrado a 92 km de Tarauacá-AC

Um terremoto de 5.0 graus de magnitude foi registrado no Brasil, a 92 km da cidade de Tarauacá (AC), a 576 km de profundidade.

O evento ocorreu as 20h14 pelo horário de Brasília e teve seu hipocentro localizado abaixo das coordenadas 8.55S e 71.50W, a 92 km de Tarauacá, 107 km de Jordão (AC) e 133 km da cidade de Feijó (AC)
Forte terremoto sacode Ilhas Loyalty, Nova Caledônia

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um intenso abalo sísmico que atingiu 6.3 graus de magnitude foi registrado no sudeste das ilhas Loyalty, na Nova Caledônia as 04h46 pelo horário de Brasília 05/01/2011. O violento abalo teve seu epicentro localizado sob as coordenadas 22.30S e 171.59E, a 135 km de profundidade.

Terremoto de 7,1 graus na escala Richter sacode regiões do sul do Chile

Até o momento, as autoridades não informaram se há vítimas

Um tremor de 7,1 graus de magnitude na escala Richter sacudiu neste domingo 02/01/2011, as regiões de Biobío, Araucanía e Los Rios no sul do Chile, sem que até o momento as autoridades tenham informado a existência de vítimas ou danos materiais.

O terremoto aconteceu neste domingo às 17h20 hora local (18h20 no horário de Brasília) e, segundo o Serviço Geológico dos EUA, seu epicentro se localizou sob o mar, a cerca de 96 quilômetros de Temuco, capital da Araucanía, e a 690 quilômetros de Santiago, a uma profundidade de 16,9 quilômetros.

Forte terremoto atinge Santiago del Estero, Argentina

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 7.0 graus de magnitude foi registrado em Santiago del Estero, na Argentina, as 07h56, pelo horário brasileiro 01/01/2011. O forte tremor ocorreu a 583 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 26.75S e 63.10W. Ainda não há informações sobre vítimas.

Forte terremoto sacode região das Ilhas Vanuatu, Melanésia

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um poderoso abalo sísmico de 6.6 graus de magnitude foi registrado na região das ilhas Vanuatu, na Melanésia as 04h54 pelo horário de Brasília 29/12/2010. O violento abalo teve seu epicentro estimado a 31 km de profundidade, sob as coordenadas 19.68S e 168.17E.

Terremoto de 6.3 graus sacode sul das ilhas Fiji, na Oceania

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram que um intenso abalo sísmico que atingiu 6.3 graus de magnitude foi registrado ao sul das ilhas Fiji, na Oceania as 06h34 pelo horário de Brasília 28/12/2010. O violento abalo teve seu epicentro localizado sob as coordenadas 23.37S e 179.79W, a 551 km de profundidade.

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