sábado, 22 de junho de 2013

A VIDA TRANQUILA DE HITLER PERTO DA NEVE DE BARILOCHE

Carlos Werd // Da Agência EFE

O destino de Adolf Hitler em meados de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) chegava ao seu fim, continua sendo um dos mistérios da história contemporânea. Muitos pesquisadores consideram que o suicídio do líder nazista foi "uma fraude" planejada detalhadamente.
A versão oficial diz que Hitler desistiu de fugir de Berlim apesar das sugestões de seus mais leais colaboradores e se suicidou em 30 de abril de 1945 com um tiro junto com sua amante, Eva Braun, no gigantesco bunker que os alemães construíram sob o edifício da Chancelaria, a mais de dez metros de profundidade.
Esta história, por décadas repetida como certa, se sustenta principalmente na reconstituição feita pelo major britânico Hugh Trevor-Roper, que em 1945, após a rendição da Alemanha e o iminente início do julgamento de Nuremberg, investigou se o líder do Terceiro Reich realmente tinha morrido.
Os resultados dessa investigação foram reunidos em um relatório que os aliados rapidamente consideraram como "definitivo" e que foi baseado fundamentalmente em depoimentos que Trevor-Roper recolheu entre os nazistas que acompanharam Hitler no que teriam sido suas últimas horas de vida.
Abel Basti é um dos pesquisadores que creem que a versão de Trevor-Roper foi criada para dar um salvo-conduto ao chanceler alemão, visto no mapa geopolítico da época como um ator essencial na luta contra o comunismo no pós-guerra. O jornalista está convencido de que Hitler fugiu da Alemanha graças a um pacto secreto entre Washington e Berlim, negociado pelas costas dos russos, que contemplava um plano de evacuação de hierarcas nazistas, tecnologia, documentos e divisas.

Para o jornalista, que vive na cidade de Bariloche, para onde dezenas de nazistas fugiram depois da Segunda Guerra Mundial, o führer fugiu "sob um escudo protetor de setores de poder anglo-norte-americanos, os mesmos que o tinham financiado para que, de humilde pintor, chegasse a ser chanceler da Alemanha". Em seu último livro, El Exilio de Hitler, Abel Basti repassa minuciosamente o documento de Trevor-Roper e detalha como o líder do nazismo conseguiu fugir entre os escombros de uma Berlim a ponto de ser tomada pelo Exército Vermelho, que avançava a partir do leste.

Segundo o jornalista argentino, um dublê de Hitler, sedado e controlado permanentemente por um médico, chegou ao bunker no entardecer de 22 de abril de 1945. Nesse dia, o verdadeiro Hitler e uma comitiva formada por oito pessoas, entre elas Eva Braun, voaram de helicóptero para o aeroporto austríaco de Hörsching, próximo à cidade de Linz.

Os alemães permaneceram quatro dias na Áustria. Em 26 de abril, foram de avião para Barcelona. Para sustentar esta hipótese, na contracapa de seu livro e em seu site http://www.hitlerargentina.com.ar/ , Basti publica um documento secreto no qual Hitler aparece como o primeiro nome de uma lista de passageiros que viajaram para a Espanha em uma aeronave pilotada por Werner Baumbach, morto na Argentina em 1953.

Sempre de acordo com a pesquisa de Basti, um comboio de submarinos nazistas partiu dias depois da Espanha rumo ao sul da Argentina, com o conhecimento da Igreja Católica e dos Estados Unidos. Para Basti, Hitler e Eva Braun estavam em um desses submarinos e o casal teria desembarcado entre julho e agosto de 1945 na remota Patagônia argentina. "É indubitável que Juan Domingo Perón abriu generosamente as portas aos nazistas e os protegeu, mas essa atitude não se limitou a seu governo. Foi uma política de Estado até 1983", afirma Sergio Widder, representante para a América Latina do Centro Simon Wiesenthal.

No segundo de seus três livros, Hitler en Argentina, Basti arma o quebra-cabeças do roteiro do führer no país e identifica duas residências: uma estadia próxima a Bariloche e uma mansão em Villa La Angostura que pertencia a um homem de confiança de Perón, às margens do lago Nahuel Huapi.

Nesta obra, o jornalista dedica um capítulo especial à província de Córdoba, na região central da Argentina, onde vivia o casal Walter e Ida Eichhorn, os principais financiadores de Hitler na América do Sul e que teriam recebido várias vezes o líder nazista, o qual chamavam de "primo", depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Fonte: www.owurman.com/blog

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