terça-feira, 3 de agosto de 2010

MARÉ NEGRA NO GOLFO DO MÉXICO É A MAIOR DA HISTÓRIA

Desastre ambiental
No dia em que a BP se prepara tapar de vez o poço de petróleo danificado no Golfo do México, novas estimativas da comunidade científica norte-americana garantem que este não foi só o maior derrame da história dos Estados Unidos, mas o maior de que há registro a nível mundial.

Segundo as últimas estimativas, quase cinco milhões de barris de petróleo, 780 milhões de litros, o que ultrapassa o derrame da plataforma mexicana Ixtoc em 1979, até aqui o maior registado.

"Nunca tivemos um derrame desta magnitude no oceano profundo", diz Ian R. MacDonald, professor de oceanografia da Universidade do Estado da Florida, citado pelo The New York Times. O especialista fala de um acontecimento que ressoa em todo o ecossistema, e garante que os ecos do acidente do passado dia 20 de Abril serão ouvidos até ao final da sua vida.

Hoje a BP, proprietária da plataforma danificada, espera levar a cabo a primeira de duas operações que irão travar o vazamento de petróleo. A estratégia é injetar fluidos de perfuração, o material utilizado para dar estabilidade aos poços.

Além do enorme impacto ambiental, estima-se que o acidente leve a BP a vender 30 mil milhões de dólares em ativos nos próximos 18 meses para fazer face à despesa. Estão também a ser investigadas suspeitas de "Insider trading". O regulador norte-americano do mercado de valores procura apurar se funcionários da BP venderam informação privilegiada a investidores sobre a estratégia no Golfo do México para minimizar as perdas em bolsa provocadas pela maré negra, que chegaram a atingir os 13%.
Por Marta F. Reis

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