sábado, 28 de agosto de 2010

MÁQUINA DE CAMISINHAS PARA MENORES FOI APRESENTADA AO DEPARTAMENTO DE AIDS EM BRASILIA

Máquina de preservativo desenvolvida para escolas públicas foi apresentada ao Departamento de Aids em Brasília
A covardia não está na apresentação da tal máquina, mas sim, no fato de que crianças  poderão fazer uso dela, isso é um incentivo à pedofilia e ao sexo indiscriminado. Parabéns Lula!
Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação de Santa Catarina, ouvido pelo Diário Catarinense, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre educação sexual. “Debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais”.

“A precaução é fundamental, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que aja a distribuição com consciência”, declara.

O que você acha da instalação de máquinas de camisinhas nas escolas? Dê sua opinião.

Prematuro – A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto. “Disseminar a cultura do uso do preservativo para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro”, salienta.

Cidades beneficiadas – Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades estão confirmadas como beneficiadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso aos preservativos.

De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos preservativos, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir.

Outra intenção é incentivar o debate sobre sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano. “O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas”, coloca.

Equipamentos – A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais de cada escola para saber a receptividade do programa. “Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, aids, gravidez e contraceptivos, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor.”

O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba.

Opinião sobre o projeto:

A favor:

Para a professora Lucena Dall”Alba, do curso de Pedagogia da UFSC e doutora em Educação, com atuação em gênero e sexualidade e educação sexual, poucas foram as instituições que incluíram, de fato, momentos para atividades educativas sobre o assunto.

Para ela, a instalação de máquinas de distribuição de preservativos em algumas escolas do país é uma forma de produzir sujeitos autodisciplinados no que se refere à maneira de viver a sua sexualidade.

“Distribuir camisinhas gratuitamente nas escolas pode trazer benefícios se estiver aliada a programas de debates sobre questões não só de saúde, mas também da administração responsável da vida sexual “, orienta.

De acordo com Lucena, o projeto, aliado as atividades educativas que proporcionem o estudo e o diálogo sobre a constituição histórica da sexualidade contribui para desvincular o tema de tabus e preconceitos. Não apenas isso. Auxilia em relação às mudanças pelas quais as pessoas dão sentido e valor a sua conduta, aos seus desejos, aos seus sentimentos e aos seus sonhos.

Contra:

A instalação de máquinas de preservativos nas escolas públicas não é a forma mais didática de tratar a sexualidade. Esta é a opinião da psicopedagoga Albertina de Mattos Chraim, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia de Santa Catarina. Para ela, a exposição dessas máquinas aguçará a imaginação de muitas crianças, banalizando assim o ato sexual.

“A máquina é um acesso à camisinha e a camisinha é o acesso ao ato sexual. Seguindo a análise antropológica, o homem passa por etapas simples de entendimento até chegar a uma fase de maturidade e, por isso, essas etapas devem ser respeitadas e não violentadas, de forma a jogar todos os alunos à exposição”, salienta.

A psicopedagoga defende que antes de se falar sobre sexo é necessário trabalhar a sexualidade no dia a dia da criança, onde valores, princípios, respeito, responsabilidades pessoal e social sejam assuntos a serem discutidos em sala de aula. Ela também sugere que é necessário colocar profissionais à disposição de alunos e pais para discutir e orientar sobre o assunto com mais privacidade.

“Não nos corredores de uma instituição onde o ato pode se resumir ao alcance de um preservativo”, contesta.

Agência Aids – 09.08.2010 - Centro de Recursos Integrados de Atenção à Saúde http://www.criasnotics.wordpress.com/  

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