quinta-feira, 1 de julho de 2010

MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ APRESENTA DENÚNCIA CONTRA PADRE SILVIO ANDREI

Nu e embriagado
Padre foi denunciado pelos crimes de ato obsceno, corrupção ativa e embriaguez ao volante

Menino de 15 anos confirma ter sido abordado por padre. A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ibiporã, na região de Londrina, apresentou nesta quinta-feira (1º), denúncia criminal contra o padre Sílvio Andrei Rodrigues, preso em 16 de maio pela Polícia Militar. O Ministério Público denunciou Rodrigues pelos crimes de importunação ofensiva ao pudor (artigo 61 da Lei de Contravenções Penais), ato obsceno e corrupção ativa (artigos 233 e 333 do Código Penal) e embriaguez ao volante (artigo 306 do Código Brasileiro de Trânsito). A ação penal foi elaborada a partir de inquérito da Delegacia de Polícia de Ibiporã.

O caso

O padre Silvio Andrei, de 40 anos, pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, na região episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo, foi preso na madrugada do dia 16 de maio em Ibiporã, no norte do Paraná. Ele é acusado de ato obsceno, corrupção ativa e embriaguez ao volante. O primeiro pedido de fiança e concessão de liberdade foi negado na tarde ontem por falta de documentos.

A Polícia Militar de Ibiporã conta que o padre teria ido a Londrina, região na qual trabalhou durante alguns anos, para realizar um casamento. Durante a madrugada, policiais que estavam em uma das avenidas centrais de Ibiporã foram abordados por um homem nu que havia descido de um carro. Ele teria feito uma proposta sexual aos policiais. Logo depois teria saído com o carro, mas foi seguido pelos policiais, que o pararam no bairro Jardim Pastor. Segundo os policiais, pouco antes ele teria abordado um menor, que fugiu. Ao examinarem os documentos perceberam que se tratava de um padre. No banco de trás do carro encontraram as vestimentas sacerdotais.

De acordo com a Polícia Militar, Andrei teria oferecido dinheiro aos policiais para que não o encaminhassem à delegacia. Ele também teria se recusado a fazer o teste de bafômetro, mas o relatório da PM aponta que o hálito denotava que havia tomado bebida alcoólica, além de apresentar olhos avermelhados e fala desconexa.

O advogado de Andrei, José Adalberto Almeida da Cunha, disse que não há nada que prove as acusações feitas pelos policiais. Ele afirmou que, antes de celebrar o casamento, o padre teria tomado alguns remédios, em razão de estar depressivo e para relaxamento muscular. Depois da celebração foi à festa, onde "se excedeu um pouco no vinho". Na hora de voltar Andrei teria tomado o caminho de Ibiporã ao invés do centro de Londrina. De acordo com o advogado, como o padre teria se sentido mal, acabou vomitando e tirou a maior parte das roupas. Logo depois, teria parado o carro e perguntado a um rapaz a direção de Londrina. Posteriormente teria sido abordado pelos policiais. O advogado negou as acusações de propina e de assédio o menor. Fonte: bem paraná.

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