quarta-feira, 5 de maio de 2010

H1N1: EUROPA TENTA SE LIVRAR DOS ESTOQUES DA VACINA CONTRA A GRIPE SUINA

Europa tenta se livrar da vacina contra gripe A


 Europeus não sabem o que fazer com o excedente de vacina contra a influenza A(H1N1)

Vários países europeus, entre eles a Suíça, tentam se livrar do excesso de vacinas contra a gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, que não foi tão forte quanto previsto.
Berna comprou 13 milhões de doses. Agora uma parte deverá ser doada ou vendida ao exterior.

Em meio a uma polêmica sobre sua cara campanha de vacinação contra a gripe suína, a França anunciou que cancelaria a compra de 50 milhões das 94 milhões de doses que havia encomendado.
Inicialmente, o país tinha previsto gastar 869 milhões de euros com 94 milhões de doses da vacina, estimando que cada cidadão receberia duas doses. Mas apenas 5 milhões dos 65 milhões de franceses se vacinaram, e as autoridades europeias de saúde disseram que uma dose é suficiente.

Paris seguiu decisões semelhantes tomadas no mês passado pela Suíça, Espanha, Alemanha e Holanda de reavaliar as encomendas de vacinas que haviam feito no início da pandemia.

A Suíça, que tem uma população de 7,7 milhões de habitantes, encomendou 13 milhões de doses de vacina da britânica GlaxoSmithKline (GSK) e da empresa nacional Novartis, no valor de 84 milhões de francos, sem contar os custos de estocagem.

Apenas 3 milhões de doses foram enviadas aos estados. A Secretaria Federal de Saúde (SFS) ainda não sabe quantas foram usadas. Algumas autoridades estaduais falam de índices de vacinação entre 15 e 30% da população (no cantão de Berna, por exemplo, 13 a 15%).

Em dezembro, o governo disse que planejava doar à Organização Mundial da Saúde (OMS) ou vender a outros países cerca de 4,5 milhões de doses excedentes da vacina contra a gripe suína, devido à pouca procura pela população.

"Estão em curso negociações com vistas à venda ou doação de nossos estoques", disse o porta-voz da SFS, Jean-Louis Zurcher, à swissinfo.ch.

Zurcher não revelou quais países estariam interessados e não confirmou se a Suíça, como a França e a Alemanha, negocia com empresas farmacêuticas o cancelamento de pedidos ou a devolução das vacinas excedentes.

Cancelamentos
A Alemanha também está tentando se livrar dos excedentes e renegociar as encomendas feitas durante a fase inicial da onda de gripe A(H1N1). Berlim começou a negociar com a GSK um corte de metade das 50 milhões de doses da vacina Pandemrix encomendadas.
A Holanda anunciou que ira vender 19 milhões das 34 milhões de doses encomendadas.
A Espanha tenta devolver vacinas não utilizadas, argumentando que seus contratos com a Novartis (22 milhões de doses), a GSK (14,7 milhões) e a Sanofi-Aventis (400 mil) incluem cláusulas que permitem a devolução de excedentes.

Um porta-voz do Ministério da Saúde britânico disse à agência France Presse, no domingo, que seu país também considera a possibilidade de vender vacina não utilizada.
Irlanda do Norte: O dinheiro gasto com a gripe suína não pode ser justificado

Dr. Brian Dunn, presidente da comissão britânica de médicos da Irlanda do Norte, disse que o montante enorme gasto com a gripe suína é “difícil de justificar”.

Os comentários ocorrem um ano após a pandemia de gripe suína ter iniciado. Na Irlanda do Norte 18 pessoas morreram de doenças relacionadas com o vírus e duas pessoas morreram no estrangeiro de doenças relacionadas com a doença.

O Ministério da Saúde da Irlanda do Norte gastou £44 milhões de libras esterlinas com a gripe suína.

Dr. Dunn disse: “Eu não gostaria de ser o responsável por isso. Em um momento em que o dinheiro é escasso e é provável que sua escassez aumente; em um momento em que as listas de espera estão a subir, num momento em que estamos a falar em cortes em serviços de frente, eu acho que é muito difícil de justificar estes gastos.”

Em fevereiro, foi revelado que 500 mil vacinas contra a gripe suína não foram utilizadas na Irlanda do Norte.

No entanto, outro membro da AMB argumentou que era uma boa coisa para ter as vacinas em reserva.

Fontes: Hc2d: Money spent on swine flu cannot be justified
Mina de ouro

Diante disso, os analistas estão cada vez mais pessimistas quanto à receita dos fabricantes de vacinas e as perspectivas de lucros com a pandemia da gripe A(H1N1), que já era considerada uma mina de ouro do setor.

Analistas do Morgan Stanley disseram que os últimos cortes franceses sublinham a diminuição da demanda por vacinas contra o vírus A(H1N1) e representam um "modesto risco de curto prazo para os resultados" da GSK, Novartis e Sanofi.

"A longo prazo, o excesso de capacidade evidente da produção da vacina conta o H1N1 deve limitar o aumento da receita associada à gripe pandêmica", acrescentaram.

As vendas de vacinas contra o vírus H1N1 tem sido uma bênção para as empresas farmacêuticas. A GSK poderá ser a maior beneficiária, com vendas previstas no valor 3,7 bilhões de francos até o final do primeiro trimestre de 2010, segundo analistas. A Sanofi e a Novartis previram lucros estimados em 1,1 bilhão e 628 milhões de francos, respectivamente.

Os últimos cancelamentos de pedidos na Europa podem reduzir esses números. Mas um porta-voz da Sanofi disse que sua empresa deverá compensar a queda de vendas na França com encomendas de outras partes do mundo.

A Glaxo recusou-se a comentar o eventual impacto comercial das últimas decisões, mas um porta-voz disse que o grupo britânico estava discutindo as encomendas com os governos.

"A Novartis irá avaliar caso a caso os pedidos do governo, no âmbito dos acordos contratuais que consideramos vinculativos", disse Eric Althoff, diretor de relações com a mídia da gigante farmacêutica suíça.

"Fiasco extravagante"
A decisão do governo francês veio depois de fortes críticas de políticos e cientistas. O Partido Socialista, de oposição, descreveu a campanha nacional francesa como um fiasco "extravagante" e exigiu uma investigação parlamentar.

Países-membros do Conselho da Europa avaliam a possibilidade de criar uma comissão de inquérito para analisar a influência das empresas farmacêuticas sobre a campanha global da gripe suína.

A campanha da " falsa pandemia" da gripe, encenada pela Organização Mundial da Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, foi "um dos maiores escândalos da medicina no século", disse o médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que apresentou a proposta a ser debatida pelo parlamento.

Simon Bradley, swissinfo.ch e agências
(Adaptação: Geraldo Hoffmann)

E ENQUANTO ISTO A GRANDE NAÇÃO TUPINIQUIM PLANEJA PRORROGAR A VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE SUINA H1N1

O governo federal planeja prorrogar a vacinação dos cordeiros (brasileiros) contra a gripe suina H1N1 em virtude da baixa adesão registrada em todo pais. Foram 20,4 milhões de brasileiros que tomaram a vacina em virtude da propaganda do governo.

Eu acho que o Supremo Tribunal de Justiça do Brasil deveria num ato cívico paralisar esta vacinação que está sendo investigada em todos o lugares do mundo e inclusive verificar a conexão entre os produtores da tal vacina e os politicos brasileiros, e seguir o exemplo da Europa que está investigando a relação dos politicos de lá com os produtores da vacina H1N1, que ao que tudo indica trata-se da máfia do colarinho branco, porque senão a Europa vai vender o excesso de vacina para o Brasil com o aval dos politicos daqui e forçar uma vacinação em massa nos cordeiros (brasileiros) ou quem sabe na Africa e no restante da América do Sul e América Central. Isto é uma vergonha!

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