segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

MORNING GLORY (GLÓRIA DA MANHÃ) OU PROJETO HAARP???














Morning glory: conhecida na ciência (sem divulgação) como nuvem rolo

A “nuvem rolo” é formada na vanguarda de uma dessas porções rasas de ar frio com grande extensão horizontal, que se derramam de um frente e avançam próximo à superfície. A virada do vento, momentos antes da linha de nuvens passar, é bem definida. Em um ponto da superfície o vento gira antes da nebulosidade passar. (Conforme este ar frio avança, vai forçando o rápido levantamento do ar em sua dianteira).

A perturbação resultante do levantamento poderia ser definida como uma onda de gravidade que se manifesta na interface entre dois fluídos de densidades distintas. Para que isto ocorra é preciso que a massa de ar que esteja sofrendo o levantamento apresente uma camada de ar úmido e estável (possivelmente com a presença de uma inversão térmica em baixos níveis), fazendo com que o distúrbio ondulatório fique confinado. A nebulosidade surge da condensação provocada pelo levantamento.

O fato de aparecerem solitárias ou em forma de “trens de onda” é consequencia do teor de umidade do ar e da condensação na crista das ondas de gravidade, resultante do levantamento provocado pelo avanço do ar mais denso (frio e seco) em superfície. Este processo ocorre até que a onda de gravidade se dissipe e/ou pare de ocorrer a condensação. Tipicamente apresentam um ou mais “rolos de nuvem”, mas em alguns caos excepcionais podem apresentar dezenas de rolos. Sendo assim, cada caso é um caso.

Por serem nuvens baixas, estas formações são quase invisíveis nas imagens de satélite do canal infravermelho. No entanto, por terem alta refletividade se tornam observáveis nas imagens do canal visível.

CURIOSIDADE


A Morning glory segundo a Wikipédia é o nome comum de uma centenas de espécies de plantas floridas da família Convolvulaceae.

E o mais interessante é que a Wikipédia não diz uma só palavra sobre as tais nuvens o que é muito interessante!



PROJETO HAARP

O projeto denominado High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP), começou com o título de “experimento científico de comunicação” e hoje está enquadrado na característica de “Estratégia / Inteligência Tática / Guerra Eletrônica”. O objetivo seria o estudo da camada da atmosfera conhecida como Ionosfera. Hoje, sabe-se que a Ionosfera é uma camada de Plasma (o quarto estado da matéria e a susbtância mais comum que compõe o Universo conhecido). Esse estado é difícil de ser produzido e controlado em laboratório. Assim, a existência desta camada na Terra é uma excelente fonte de pesquisas e, claro, de “testes”. Infelizmente, existem várias possibilidades com este projeto.

A Ionosfera tem a capacidade de permitir comunicações de longo alcance em alta e baixa freqüências, principalmente utilizada em sistemas militares e de vigilância. O Sol tem um efeito considerável sobre esta camada, através do “vento” solar (sun flares) e ejeção de massa coronal (CME´s), as popularmente conhecidas “tempestades solares”, sendo capaz de provocar o total aniquilamento da comunicação via ondas eletromagnéticas (EM) em todo o planeta (vide o evento ocorrido em 03.08.1997, onde um “blackout” eletromagnético parou quase todos os EUA).

Outros fenômenos causados pela atividade solar são as “auroras” (eletrojatos ou “eletromotos”) que podem alcançar a potência de milhões de ampères (intensidade de corrente elétrica) e provocar vários fenômenos, induzindo esta fantástica corrente elétrica através das “linhas de força” que formam a matriz (grid) eletromagnética terrestre.

Estes efeitos podem provocar desde mudanças no clima (com tempestades, furacões, relâmpagos) até mudanças no comportamento humano sob influência do forte efeito eletromagnético (EMI – Eletro Magnetic Interference). Modernas simulações realizadas em computadores da série Cray demonstram a enorme variação e turbulência que ocorre na Ionosfera durante uma “tempestade geomagnética solar”. Enfim, se algo ou alguém pudesse controlar estes eventos, teríamos um poderoso instrumento capaz de alterar o clima em certas regiões, eliminar o sistema de comunicação de um país e induzir a comportamentos “estranhos” na população e o aniquilamento de equipamentos militares eletrônicos através de Pulsos Eletromagnéticos (PEM) controlados.

Mas o mais “curioso” e ao mesmo tempo assustador é que esse tipo de equipamento possibilita a utilização de transmissões/emissões de ondas eletromagnéticas de baixa freqüência / comprimento longo (ULF-ELF-VLF) é possível se detectar, mapear e gerar imagens de estruturas subterrâneas e inclusive criar um sistema de comunicação subterrânea que não é afetado por qualquer tipo de atividade de superfície. Isto seria feito invertendo-se as propriedades dos campos eletromagnéticos para se obter parâmetros geofísicos e imagens realísticas abaixo da superfície terrestre, com o objetivo principal de mapear estruturas feitas pelo homem ou artificiais. Bem, este assunto pode implicar em muitos desdobramentos que não entrarei em detalhes, mas, para reflexão, lembro que recentemente os EUA desenvolveram uma arma capaz de destruir instalações subterrâneas a grande profundidade.

Quanto ao fato de tal dispositivo poder provocar terremotos seria uma possibilidade, pois o som é uma freqüência que quando direcionada, potencializada e em estado “ressonante” com a estrutura que se deseja atingir, pode provocar o total aniquilamento de tal estrutura como se esta fosse feita de material frágil. Mas, aí seria outro tipo de onda eletromagnética não-ionizante (talvez uma faixa de microondas – SHF ou EHF). Esse fato faz lembrar do filme protagonizado pelo ator Steve Segal – “Força em Alerta 2″, onde um cientista dissidente inventa um satélite capaz de gerar pulsos localizados de microondas e assim provocar terremotos.

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