quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

TESE DO RESFRIAMENTO GLOBAL GANHA FORÇA ENTRE OS CIENTISTAS

Hacker intercepta emails de cientistas que criaram a farsa do aquecimento global, fraudes, IPCC, e Totalitarismo verde


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Lord Lawson [*] estava certo ao exigir, em coluna no Times do dia [23/11], um inquérito sobre o escândalo do aquecimento global. Através de um conjunto de emails acessado por um hacker, um grupo dos mais influentes cientistas proponentes da hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) foi exposto como tendo manipulado, suprimido e distorcido provas científicas a fim de reforçar as suas afirmações. Esses cientistas, por sua vez, afirmam que os emails foram tomados fora do contexto. E com tanto material agora sob domínio público, é possível que parte dele tenha uma explicação inocente. Mas numa terrível porção desse material é difícil ver tal inocência.

Tal como observa Lawson:

“Poderia haver uma explicação o perfeitamente inocente. Mas o que está claro é que a integridade das evidências científicas sobre as quais, não apenas o governo britânico, mas outros países, através do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, na sigla em inglês] afirmam basear suas enormemente custosas decisões de políticas de longo prazo, foi posta em questão. Uma comissão de inquérito independente e de alto nível precisa ser estabelecida sem delongas”.

Este é o tipo de coisa que esses emails revelaram.

Aqui está um proeminente cientista do IPCC, Keith Briffa, admitindo:

“Eu fiz um grande esforço para tentar equilibrar as necessidades da ciência e do IPCC, as quais nem sempre foram as mesmas”.

Aqui estão Phil Jones, Diretor da Unidade de Pesquisa Climática (CRU) do Hardley Center, com sede na Universidade de East Anglia e Michael Mann, criador da infame (e falsa) “curva do taco de hóquei” que serviu de base para a teoria do AGA, discutindo como suprimir o trabalho dos céticos do AGA, incluindo a mudança de regras para a revisão pelos pares de artigos em publicações científicas [peer-reviewed]:

Em um email, o diretor do centro, Phil Jones escreve a Michael E. Mann, da Pennsylvannia State University e duvida que o trabalho de acadêmicos que questionam a ligação entre as atividades humanas e o aquecimento global merece lugar no relatório do IPCC, que representa a visão de consenso sobre a ciência do clima:

“Eu não consigo ver nenhum desses artigos no próximo relatório do IPCC”, escreve Jones. “Kevin e eu vamos mantê-los de fora de alguma maneira, mesmo que tenhamos de redefinir o que é literatura [científica] revista pelos pares”.

Em outro email, Jones e Mann discutem como poderiam pressionar uma publicação acadêmica a não aceitar os trabalhos de céticos do clima com os quais eles discordam. “Talvez devêssemos encorajar os nossos colegas na comunidade de pesquisas climáticas a não mais submeter, ou não mais citar artigos dessa publicação”, escreve Mann. “Eu vou mandar um email para essa publicação dizendo que eu nada mais quero ter com ela até que eles se livrem desse editor encrenqueiro”, responde Jones.

Aqui está Phil Jones propondo apagar dados para evitar que sejam revelados conforme a FOIA – Freedom of Information Act:

Os dois senhores [**] estão atrás dos dados do centro há anos. Se eles souberem que agora também há uma Lei da Liberdade de Informação no Reino Unido, eu acho que vou apagar o arquivo em vez de mandá-lo a qualquer um.

E aqui está outro importante cientista do IPCC, Kevin Trenberth, efetivamente reconhecendo o argumento dos céticos. Na corda-bamba, irritado quanto à provável influência de Richard Black, o ‘repórter das mudanças climáticas’ da BBC, por conta de seus relatórios de que não houve aquecimento desde 1998 e de que as oscilações do Pacífico ‘forçariam o resfriamento pelos próximos 20-30 anos”, Trenberth lamenta:

Ora, será que eu tenho o meu próprio artigo sobre onde se meteu o aquecimento global? Estamos perguntando isso aqui em Boulder [Colorado], onde foram quebrados os recordes de dias mais frios já registrados. A alta dos últimos dois dias estava abaixo dos 30°F [-1,1 °C] e o normal é 69°F [20,5ºC], e isso esmagou os recordes anteriores em 10°F. A baixa foi de mais ou menos 18°F [-7,8°C], também um recorde de baixa, bem abaixo do recorde anterior. Isto é clima de janeiro (veja que o playoff de baseball das Rochosas foi cancelado no sábado e então jogado ontem à noite sob temperatura congelante)…O fato é que não podemos dar satisfações pela ausência de aquecimento no momento, e não poder fazer isso é uma dissimulação…O fato de não podermos explicar o que está acontecendo no sistema climático torna bastante inútil qualquer consideração de geoengenharia, na medida em que nunca seremos capazes de dizer se funciona ou não! É uma dissimulação, um fingimento!

Este material revelou aquilo que tem sido descrito como um “complô paranóico ao estilo Nixon” tramado por esses cientistas a fim de enganar o público. Na verdade, eu acho que revela algo ainda pior.

O que parece ser o caso é que esses cientistas não se preparam para iludir o mundo e sim tentaram ocultar à força dados que não correspondiam a sua ideologia de aquecimento global antropogênico, assim reforçando tal ideologia. Pra mim, um dos emails mais reveladores foi este esse aqui de Phil Jones sobre o Período de Aquecimento Medieval [i.e., Optimum Climático Medieval]:

Conclusão — não há possibilidade de que o Optimum Climático Medieval (quando quer que ele tenha ocorrido) fosse tão globalmente quente quanto os últimos 20 anos. Também não é possível que o Período da Pequena Idade do Gelo [1560-1850 d.C] fosse, em termos globais, mais de 1°C mais frio que a média de 1961-90. Isso é uma sensação entranhada, um pressentimento, e não ciência, mas anos de experiência lidando com escalas globais e variabilidade. [Negrito da colunista]

Em outras palavras, a despeito do fato de que a ciência (ou a história) nos revela que o Optimum Climático Medieval foi mais quente que hoje, assim destruindo o mito do AGA, segundo o qual estamos vivendo num período de aquecimento sem precedentes causado pelo dióxido de carbono decorrente da industrialização, não pode ser verdade — por que as “entranhas” do Diretor daUnidade de Pesquisa Climática (CRU) do Hardley Center assim lhe dizem.

Toda a manipulação, distorção e supressão reveladas por esses emails aconteceram por que esses cientistas “sabiam” que suas crenças eram não apenas corretas, mas que também não poderiam ser desafiadas; e então, quando em face de evidências que demonstravam que essas crenças eram falsas, tentaram, de todas as maneiras, fazer com que os dados se encaixassem na agenda previamente estabelecida. E aqueles que questionaram essa agenda também tiveram de ser apagados dos registros, por que questioná-la era simplesmente impossível. Aparentemente, apenas os fanáticos do AGA podem decidir o que é ciência. Verdade é aquilo que se encaixa em sua ideologia. Qualquer outra coisa deve ser expurgada.

O que é mais aterrador e devastador: pessoas inclinadas a deliberadamente enganar aos outros ou pessoas tão dominadas por uma ideologia a ponto de genuinamente perder o poder de pensar objetiva e racionalmente?

Eu penso que a terrível história da humanidade fornece a resposta a essa pergunta. Nixon foi uma pessoa desonesta. Mas com o quê estamos lidando aqui é a personalidade totalitária. Uma coisa agora está absolutamente clara sobre a enganação do aquecimento global antropogênico: ciência é que não é.

Tradução: Henrique Dmyterko

Publicado originalmente na Spectator.co.uk/melaniephillips em 23/11/2009

[*] NT: Lord Lawson of Blaby foi Chancellor of the Exchequer [Ministro das Finanças] do Gabinete Britânico entre 1983-1989.

[**] Nota Redação M@M: Neste trecho, o original da Melanie Phillips diz apenas: “The two MMs have been after…”

Aqui está Phil Jones propondo apagar dados para evitar que sejam revelados conforme a FOIA – Freedom of Information Act:

“Os dois senhores estão atrás dos dados do centro há anos. Se eles souberem que agora também há uma Lei da Liberdade de Informação no Reino Unido, eu acho que vou apagar o arquivo em vez de mandá-lo a qualquer um”.

Agora, o Wall Street Journal revela:

The “two MMs” are almost certainly Stephen and Ross McKitrick, two Canadians who have devoted years to seeking the raw data and codes used in climate graphs and models, then fact-checking the published conclusions—a painstaking task that strikes us as a public and scientific service.

Os dois senhores são quase certamente Stephen McIntyre e Ross McKitrick, dois canadenses que devotaram anos buscando os dados brutos e os códigos utilizados em gráficos e modelos computacionais climáticos, então fazendo a verificação factual das conclusões publicadas – uma tarefa árdua que nos impressiona como um serviço público e científico.

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