domingo, 13 de setembro de 2009

OBAMA E A AGENDA DA MORTE


OBAMA DEFENDE OPÇÃO PÚBLICA EM FAVOR DO SISTEMA DE SAÚDE


A reforma da saúde desatou uma intensa batalha política e Obama admitiu que talvez tenha passado mensagens ambíguas, que deram margens aos opositores à reforma. Assim, respondeu às críticas dizendo que é ridícula a ideia de que "queremos impor 'tribunais da morte' (para decidir quem pode ou que não pode ser atendido), que é falsa a "ideia de que esta reforma é destinada a dar seguro-saúde aos imigrantes ilegais, assim como a noção mais ampla de um controle governamental sobre o sistema de saúde".
Obama anunciou que apresentará um plano bem mais detalhado e pretende evitar a qualquer preço que a reforma da saúde aumente o déficit orçamentário, afirmando que "se acrescentar um centavo ao déficit, ele mesmo não apoiará o projeto".
Nas últimas semanas, a popularidade de Obama recuou, em um momento em que os republicanos conseguiram desviar o foco do debate, advertindo que o presidente quer criar um sistema "socialista", que não permitirá aos americanos escolher livremente seus médicos.
"Impulso" ao acordo
A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, disse na terça-feira que o presidente norte-americano, Barack Obama, usará o discurso sobre a reforma do sistema de saúde para dar novo impulso a um acordo legislativo sobre o tema.
"Acho que a clareza dessa mensagem vai nos fazer caminhar muito para resolver quaisquer diferenças na Câmara dos Deputados", disse Pelosi em uma entrevista coletiva na véspera do discurso de Obama ao congresso desta quarta-feira.
Pelosi disse que continua comprometida com a ideia de um seguro saúde universal para competir com seguradoras privadas, o que assustou os republicanos e alguns democratas centristas.
Mas ela disse que 85% dos democratas do congresso concordam com a proposta e que as diferenças irão se reduzir. "Fazemos uma distinção entre aqueles que querem obstruir o debate e aqueles que têm preocupações legítimas."
Pelosi disse anteriormente que "há muito trabalho a fazer" para alcançar uma reforma no sistema de saúde norte-americano.
Depois de uma reunião com Obama, ela afirmou que a reforma na saúde "será feita de uma maneira fiscalmente saudável."
O líder da maioria do Senado, Harry Reid, disse que os democratas tentarão aprovar o plano de reforma da saúde sem os republicanos apenas se não houver alternativa.

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